"Para confirmarem estes dias de purim nos seus tempos determinados como Mardoqueu o judeu e a rainha Ester lhes tinham estabelecido e como eles mesmos já o tinham estabelecido sobre si e sobre a sua semente acerca do jejum e do seu clamor"
Textus Receptus
"para confirmar estes dias de Purim nos seus tempos determinados, como o judeu Mardoqueu e a rainha Ester lhes tinham ordenado, e como eles tinham decretado por si e pela sua semente, acerca dos jejuns e do seu clamor."
O versículo detalha a confirmação das datas anuais da festa de Purim, incluindo a observância do jejum e do clamor, conforme estabelecido por Mardoqueu, Ester e pelos próprios judeus.
Explicação Histórica
A expressão 'Para confirmarem estes dias de Purim' (לְקַיֵּם אֶת־יְמֵי הַפֻּרִים הָאֵלֶּה, leqayyem et-yemei haPurim ha'elleh) significa tornar firme, estabelecer ou ratificar as celebrações. 'Nos seus tempos determinados' (בְּזַמַּנֵּיהֶם, bezammaneihem) refere-se às datas fixas anuais (14 e 15 de Adar). A menção 'como Mardoqueu, o judeu, e a rainha Ester lhes tinham estabelecido' indica a origem da ordem. A frase 'como eles mesmos já o tinham estabelecido sobre si e sobre a sua semente' denota a aceitação voluntária e o compromisso da comunidade judaica, garantindo a perpetuação da tradição. A inclusão 'acerca do jejum e do seu clamor' (דִּבְרֵי הַצּוֹמוֹת וְזַעֲקָתָם, divrei hazzomot vezavqatam) é crucial, pois ela integra a lembrança do período de aflição (Ester 4:16) com a celebração da libertação, mostrando que o jejum e a lamentação eram parte da observância da festa, não apenas da preparação.
Interpretação Doutrinária
A confirmação de Purim e a inclusão do jejum e do clamor ilustram a soberania de Deus na preservação de Seu povo, mesmo quando não é explicitamente nomeado no livro. Para a doutrina pentecostal, isso ressalta a importância da memória da providência divina e a observância de práticas espirituais. O jejum e o clamor mencionados aqui são práticas que demonstram humilhação, arrependimento e dependência de Deus, sendo disciplinas espirituais ainda válidas e encorajadas hoje para buscar a face de Deus, interceder e santificar-se, alinhado à busca pela santificação pessoal e à atualidade dos dons espirituais que demandam consagração.
Aplicação Prática
O crente deve aprender a valorizar a memória das libertações e providências de Deus em sua vida e na história do povo de Deus. A prática do jejum e do clamor, como demonstrações de humilhação e busca, continua sendo um meio poderoso para fortalecer a fé, buscar direção divina, interceder pelos necessitados e experimentar a renovação espiritual, conforme a vontade de Deus para uma vida santificada.
Precauções de Leitura
É fundamental não transpor a observância de Purim como uma festa obrigatória para o cristão sob a Nova Aliança, pois é uma comemoração histórica judaica. O enfoque deve ser nos princípios teológicos subjacentes, como a providência divina e a disciplina espiritual do jejum e do clamor, e não na ritualística específica da festa em si. A salvação é exclusivamente pela fé em Cristo Jesus, e não pela observância de rituais ou festas da antiga aliança.