"E se encarregaram os judeus de fazerem o que já tinham começado como também o que Mardoqueu lhes tinha escrito"
Textus Receptus
"E os judeus se encarregaram de fazer como haviam iniciado, e como Mardoqueu lhes havia escrito; "
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Texto Central
Os judeus se comprometeram a observar anualmente a festa de Purim, confirmando o que já haviam iniciado e as instruções escritas por Mardoqueu.
Explicação Histórica
A expressão 'se encarregaram' (hebraico qibb'lu) indica que os judeus aceitaram e assumiram voluntariamente a responsabilidade pela observância. 'O que já tinham começado' refere-se à celebração espontânea de alegria e festividade ocorrida após a vitória (Esther 9:18-19). 'O que Mardoqueu lhes tinha escrito' alude às cartas que Mardoqueu enviou a todas as províncias, instituindo os dias 14 e 15 de Adar como dias de festa e alegria (Esther 9:20-22), com banquetes, troca de presentes e dádivas aos pobres.
Interpretação Doutrinária
A aceitação e o compromisso dos judeus em observar Purim anualmente ilustram a importância da obediência à direção divinamente inspirada, mesmo que mediada por servos de Deus como Mardoqueu. Na teologia pentecostal, isso ressalta a responsabilidade do crente em acolher e perpetuar as verdades e ordenanças estabelecidas pela providência de Deus e por meio de Seus instrumentos, demonstrando gratidão pela salvação e livramento divinos. É um testemunho da fidelidade de Deus e da resposta obediente do Seu povo, que se traduz em atos de fé e adoração.
Aplicação Prática
O crente deve responder com gratidão e compromisso às bênçãos e livramentos de Deus, observando fielmente as ordenanças da fé cristã, como o batismo e a Ceia do Senhor, e as práticas de comunhão e serviço que edificam a Igreja. Deve buscar a santificação pessoal e a direção do Espírito Santo, lembrando-se das obras de Deus em sua vida e na história da salvação.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar a interpretação de que rituais humanos podem substituir a vontade divina ou que a observância de datas específicas seja um fim em si mesma. Purim foi uma resposta à intervenção milagrosa de Deus, e sua observância servia para lembrar essa obra, não para se tornar uma mera tradição vazia ou uma imposição legalista desligada da experiência espiritual com Deus. A ênfase é na gratidão e no reconhecimento da ação divina.