Jesus questiona a incapacidade das pessoas em discernir por si mesmas o que é moralmente correto e justo, assim como discernem fenômenos naturais.
Explicação Histórica
A expressão 'julgais também por vós mesmos' (κρίνετε ἀφ’ ἑαυτῶν) aponta para a capacidade inata de discernimento moral, contrastando com a dependência de sinais externos ou interpretação alheia. 'O que é justo' (τὸ δίκαιον) refere-se ao que é reto, correto e moralmente aprovado diante de Deus e dos homens, implicando uma autoavaliação da própria conduta e situação espiritual.
Interpretação Doutrinária
A doutrina pentecostal/CCB enfatiza a responsabilidade individual no discernimento da verdade divina e na busca da retidão. Este versículo ilustra a necessidade de cada crente, guiado pelo Espírito Santo, examinar sua própria vida e ações à luz da Palavra de Deus, arrependendo-se do pecado e buscando a santificação. Ele reforça a crença na capacidade do homem de responder à graça de Deus e escolher o caminho da justiça.
Aplicação Prática
O cristão deve desenvolver um discernimento espiritual ativo, avaliando continuamente suas próprias atitudes e escolhas à luz da Palavra. Isso implica buscar uma vida que reflita a justiça de Deus, estando pronto para o arrependimento e a retidão em todas as circunstâncias, sem depender apenas de interpretações alheias ou de sinais visíveis.
Precauções de Leitura
É crucial não isolar este versículo, interpretando 'julgar' como permissão para julgar o próximo. O contexto enfatiza a autoavaliação e o discernimento pessoal do que é moralmente justo, uma crítica à falta de discernimento espiritual da multidão em relação à vinda de Cristo e à necessidade de arrependimento. Não se trata de autossuficiência na interpretação, mas de responsabilidade individual na aplicação da Palavra.