"Também por mim se decreta o que haveis de fazer com os anciãos dos judeus para que edifiquem esta casa de Deus a saber Que da fazenda do rei dos tributos dalém do rio se pague prontamente a despesa a estes homens para que não sejam impedidos"
Textus Receptus
"Além disso, eu faço um decreto do que vós fareis aos anciãos daqueles judeus para a edificação desta casa de Deus; para que dos bens do rei, a saber, do tributo dalém do rio, as despesas sejam dadas imediatamente a estes homens, para que eles não sejam prejudicados. "
Esdras relata um decreto real que determina o fornecimento de recursos da receita real para a reconstrução do Templo, garantindo que os anciãos judeus recebam o suporte necessário para a obra.
Explicação Histórica
O 'decreto' (decreto) emitido por Esdras (em nome do rei Artaxerxes) especifica as ações a serem tomadas. A 'fazenda do rei' (b-malkəṭāyā, 'da casa do rei' ou 'dos bens do rei') refere-se aos recursos financeiros e materiais do império. Os 'tributos dalém do rio' (midlā‘attā ‘āḇar-nəhāra) são as taxas coletadas nas províncias a oeste do rio Eufrates. A intenção é que o pagamento seja feito 'prontamente' (bəvətāḥ, 'com certeza', 'imediatamente') para que os anciãos ('zəqēnē, 'os líderes/anciãos') não sejam 'impedidos' (lāyəḵəlaq, 'impedido' ou 'desapontado').
Interpretação Doutrinária
Este texto demonstra a soberania de Deus agindo através de governantes pagãos para cumprir Seus propósitos (como em Isaías 45:1). A provisão para a casa de Deus (o Templo) ecoa o princípio bíblico do sustento da obra divina e a importância de se dar prioridade à edificação espiritual e material da obra de Deus. Reforça a ideia de que Deus capacita e provê para que Sua obra seja realizada.
Aplicação Prática
Os cristãos devem reconhecer que a obra de Deus na Terra hoje (a Igreja e o evangelismo) necessita de sustento. Devemos nos dispor a contribuir financeiramente e com nossos recursos para que a obra do Senhor não seja impedida, lembrando que toda provisão vem, em última instância, de Deus.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar este versículo como uma garantia de que governos seculares sempre apoiarão a obra de Deus, ou que a provisão material é o único fator para o sucesso da edificação do Templo ou da Igreja. A ênfase deve ser na fidelidade humana em prover, sob a soberania divina.