"No ano primeiro do rei Ciro o rei Ciro deu esta ordem Com respeito à casa de Deus em Jerusalém esta casa se edificará para lugar em que se ofereçam sacrifícios e seus fundamentos serão firmes a sua altura de sessenta côvados e a sua largura de sessenta côvados"
Textus Receptus
"No primeiro ano do rei Ciro, o próprio rei Ciro fez um decreto acerca da casa de Deus em Jerusalém: Que a casa seja edificada, o lugar onde eles ofereciam sacrifícios, e que os seus fundamentos sejam fortemente lançados; a sua altura de sessenta côvados, e a sua largura de sessenta côvados; "
O rei Ciro emitiu um decreto para a reconstrução da Casa de Deus em Jerusalém, especificando que o templo seria restaurado para o propósito de sacrifícios, com dimensões de sessenta côvados de altura e sessenta côvados de largura.
Explicação Histórica
A frase 'esta ordem' (em hebraico, 'davar zeh') refere-se a um decreto específico emitido por Ciro. As especificações de 'sessenta côvados de altura, e a sua largura de sessenta côvados' (em hebraico, 'shishim amah komah u'shishim amah rochav') descrevem as dimensões físicas do Templo, possivelmente indicando a planta ou as dimensões externas da estrutura principal, garantindo sua solidez e funcionalidade para os rituais.
Interpretação Doutrinária
Este evento é crucial para a restauração da adoração a Deus e o cumprimento das promessas divinas após o exílio, demonstrando a soberania de Deus sobre os impérios pagãos, que Ele usa para Seus propósitos. O decreto de Ciro valida a reconstrução do Templo, reiterando a importância da Casa de Deus como o centro da adoração e da comunhão com Ele, conforme a vontade divina.
Aplicação Prática
A reconstrução do Templo, mesmo que ordenada por um rei pagão, nos ensina que a obra de Deus pode ser realizada através de meios providenciais. Devemos valorizar e apoiar os locais de adoração e a prática dos ritos sagrados, lembrando que a Casa de Deus é o lugar onde Ele deseja encontrar Seu povo para comunhão e adoração.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar as dimensões exatas de 'sessenta côvados' como um símbolo místico isolado, sem considerar o contexto da ordem de reconstrução e a funcionalidade do Templo para a adoração. O foco deve ser no decreto divino e na restauração do culto, não em numerologia.