"Demais disto os vasos de ouro e de prata da casa de Deus que Nabucodonosor transportou do templo que estava em Jerusalém e levou para Babilônia se tornarão a dar para que vão ao seu lugar ao templo que está em Jerusalém e os levarão à casa de Deus"
Textus Receptus
"e também que sejam restaurados os vasos de ouro e de prata da casa de Deus, os quais Nabucodonosor retirou do templo que está em Jerusalém, e os trouxe para Babilônia, e voltem novamente para o templo que está em Jerusalém, cada um ao seu lugar, e ponde-os na casa de Deus. "
O decreto de Dario ordena a devolução dos vasos sagrados que haviam sido levados de Jerusalém para Babilônia, para que retornem ao Templo em Jerusalém.
Explicação Histórica
A expressão 'Demais disto' (em hebraico, 've'od') indica uma adição ou continuação ao que foi dito. 'Vasos de ouro e de prata' refere-se aos utensílios litúrgicos do Templo. 'Transportou' (em hebraico, 'he'esib') e 'levou' (em hebraico, 'laqah') descrevem a ação de Nabucodonosor de remover os objetos sagrados. 'Se tornarão a dar' (em hebraico, 'yushubu') indica que eles serão devolvidos ou restituídos ao seu local original, o 'templo que está em Jerusalém'.
Interpretação Doutrinária
Este versículo demonstra a soberania de Deus sobre as nações e os reis, usando-os para cumprir Seus propósitos, mesmo que involuntariamente. Ele reforça a santidade dos objetos do Templo e a importância da adoração a Deus em Seu local designado. A restituição dos vasos prefigura a restauração espiritual e material do povo de Deus, que é realizada através de Jesus Cristo e da Sua Igreja, o verdadeiro Templo.
Aplicação Prática
Devemos valorizar e zelar pelos objetos e locais dedicados à adoração a Deus, reconhecendo sua santidade. Assim como os vasos foram devolvidos ao seu lugar, devemos também nos colocar em nosso devido lugar na obra de Deus, dedicando nossos bens e talentos à Sua glória, e participar ativamente da edificação da Sua Igreja.
Precauções de Leitura
Não se deve focar excessivamente nos detalhes materiais dos vasos como um fim em si mesmos, mas sim no simbolismo da santidade e da restauração. A ordem de restituição deve ser entendida no contexto do plano de Deus para Seu povo e Seu Templo.