O versículo afirma que a justiça, previamente creditada a Abraão pela fé, é também imputada aos crentes que depositam sua confiança no Deus que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos.
Explicação Histórica
A expressão 'será tomado em conta' (logizetai) reflete a ideia de imputação ou atribuição, assim como a fé de Abraão foi 'contada por justiça' (Rm 4:3). O objeto da fé é 'naquele que dos mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor', referindo-se a Deus Pai, que manifestou Seu poder soberano na ressurreição de Jesus. 'Nosso Senhor' enfatiza tanto a divindade quanto a soberania de Jesus sobre a vida dos crentes.
Interpretação Doutrinária
Este versículo solidifica a doutrina pentecostal clássica da justificação pela fé somente em Cristo, destacando que a retidão diante de Deus é um dom divino imputado, não alcançado por obras. A ressurreição de Jesus é central, pois não apenas valida Seu sacrifício expiatório, mas também manifesta o poder de Deus para conceder nova vida e confirma Jesus como o Senhor. A fé na ressurreição é um componente essencial para a salvação e para a experiência pentecostal de um novo nascimento e uma vida cheia do Espírito (Rm 10:9).
Aplicação Prática
O cristão deve firmar sua fé não em seus próprios méritos ou obras, mas exclusivamente no poder de Deus que ressuscitou a Jesus Cristo. Esta fé genuína implica em reconhecer Jesus como Senhor e buscar uma vida de santificação, evidenciando a transformação operada pelo Espírito Santo.
Precauções de Leitura
É um erro interpretar 'será tomado em conta' como uma justificativa para negligenciar a santificação ou o arrependimento contínuo. A imputação da justiça pela fé não dispensa a necessidade de uma vida transformada e obediente, mas a torna possível. Também não se deve isolar a fé na ressurreição da fé na expiação pela morte de Cristo, pois ambas são partes inseparáveis do plano salvífico (Rm 4:25).