"Também vos fazemos saber acerca de todos os sacerdotes e levitas cantores porteiros netineus e ministros desta casa de Deus que se lhes não possa impor nem direito nem antigo tributo nem renda"
Textus Receptus
"Nós também, certificamo-vos que, no tocante a qualquer um dos sacerdotes e levitas, cantores, porteiros, netineus, ou ministros desta casa de Deus, não será lícito impor portagem, tributo, ou taxas alfandegárias sobre eles. "
O versículo afirma que os oficiais do Templo, incluindo sacerdotes, levitas e outros servidores, estão isentos de impostos e tributos impostos pelas autoridades governamentais.
Explicação Histórica
O termo 'direito' (em hebraico, 'miṣwâ') refere-se a um imposto ou taxa governamental obrigatória. 'Antigo tributo' ou 'antiga renda' (em hebraico, 'bĕdâ') pode indicar uma taxa ou tributo já estabelecido ou costumeiro. A frase 'não se lhes possa impor' (em hebraico, 'lô yiqṣā') significa que não podem ser obrigados a pagar ou a sofrer exigências fiscais.
Interpretação Doutrinária
Este texto demonstra o reconhecimento divino e a provisão para o serviço dedicado a Deus, através da concessão de isenções fiscais para os ministros do Templo. Isso pode ser visto como um reflexo do princípio bíblico de que aqueles que servem ao altar devem viver do altar (1 Coríntios 9:13-14), e que o povo de Deus deve sustentar a obra e os servos do Senhor.
Aplicação Prática
Assim como os servos do Templo tinham suas necessidades supridas para que pudessem se dedicar ao serviço, os servos de Deus hoje devem ser sustentados pela igreja. Os cristãos são chamados a honrar a Deus com seus bens e a contribuir para a obra do Evangelho e para o sustento daqueles que se dedicam integralmente ao ministério, com generosidade e desprendimento.
Precauções de Leitura
Este versículo não deve ser interpretado como uma justificativa para a evasão fiscal generalizada, mas sim como um mandamento específico para os servidores do Templo sob a autoridade de um decreto real, destinado a facilitar o serviço a Deus. A aplicação moderna foca no sustento dos ministros e da obra de Deus, não em isenções fiscais governamentais não previstas em lei.