"E naquele dia farei por eles aliança com as bestas-feras do campo e com as aves do céu e com os répteis da terra e da terra tirarei o arco e a espada e a guerra e os farei deitar em segurança"
Textus Receptus
"E naquele dia farei um pacto para eles com as feras do campo, e com as aves do céu, e com as coisas rastejantes do chão; e da terra quebrarei o arco, e a espada, e a batalha, e os farei deitar em segurança. "
O Senhor promete restabelecer a paz e a segurança para o Seu povo, selando uma aliança com toda a criação e removendo os instrumentos de guerra.
Explicação Histórica
O termo hebraico 'berith' (aliança) é usado aqui para descrever um pacto que Deus fará. 'Bestas-feras do campo' (chayot saday), 'aves do céu' (oph ha'shamayim) e 'répteis da terra' (remes ba'adamah) referem-se a toda a vida animal terrestre e aérea. 'O arco, a espada e a guerra' (qesheth wecherev wemilchamah) são metonímias para conflitos e hostilidades. A expressão 'tirarei... da terra' (ha'shavati min ha'aretz) significa remover completamente, abolir.
Interpretação Doutrinária
Este texto demonstra a soberania de Deus sobre toda a criação e Sua capacidade de restaurar a ordem e a paz. Para a doutrina pentecostal, a aliança de Deus é eterna e se cumpre em Jesus Cristo (Hebreus 13:20). A paz prometida aponta para a paz que o crente tem com Deus através da redenção e para a paz futura no reino milenar de Cristo, onde a hostilidade entre homem e natureza cessará (Isaías 11:6-9). A segurança mencionada reflete a segurança encontrada na salvação em Cristo.
Aplicação Prática
Ainda que a paz completa e a ausência de guerra só se concretizem plenamente no futuro, o crente hoje pode experimentar a paz de Deus (Filipenses 4:7) em meio às tribulações, confiando na aliança divina selada pelo sangue de Jesus. Devemos buscar a santificação, que nos afasta da 'guerra' do pecado e nos alinha à vontade de Deus, vivendo em segurança sob Sua proteção.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar a aliança com os animais como uma permissão para desconsiderar a mordomia da criação ou uma justificativa para negligenciar a segurança humana em cenários de perigo real. A remoção da guerra é um evento escatológico que não anula a necessidade de vigilância e justiça neste presente século.