Os magos egípcios não puderam mais resistir a Moisés, pois foram afligidos pela praga de úlceras (sarna), que também atingiu a todos os egípcios.
Explicação Histórica
A expressão 'não podiam parar diante de Moisés' (literalmente 'não podiam ficar diante de Moisés') indica a incapacidade física e a derrota espiritual dos magos ('khartumim', que eram sacerdotes ou conselheiros ligados à prática de magia no Egito antigo) devido à gravidade da aflição. A 'sarna' (hebraico 'sh'khin', traduzido por 'úlceras' ou 'tumores' em outras versões, Septuaginta ἕλκος) refere-se a uma doença de pele severa, causando feridas e grande desconforto, sendo uma manifestação direta do juízo divino.
Interpretação Doutrinária
Este texto ilustra a soberania e o poder absoluto de Deus sobre todas as forças e sistemas religiosos ou mágicos que se opõem à Sua vontade. A incapacidade dos magos de resistir ou de se curar demonstra a futilidade da confiança em poderes ocultos e a supremacia do Deus verdadeiro, reforçando a doutrina de que somente o Senhor é Deus e não há outro. Ele opera milagres e juízos para manifestar Sua glória e para libertar o Seu povo, confirmando a autoridade de Seus servos.
Aplicação Prática
O cristão deve reconhecer a total soberania de Deus e não temer ou se envolver com qualquer forma de ocultismo, magia ou poderes contrários, pois todos são impotentes diante do Altíssimo. É um chamado à confiança plena na proteção e provisão divina, buscando a santificação e a obediência para que a glória de Deus se manifeste na vida, e se deve testemunhar da Sua grandeza e poder que liberta do pecado.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar a interpretação de que toda doença é um castigo direto por oposição a um servo de Deus. O contexto é o de juízos específicos contra o Egito para a libertação de Israel. Também, não se deve usar este texto para justificar a busca por confrontos desnecessários ou para imitar o agir de Deus fora de Sua clara direção. O foco principal é a revelação da incomparável majestade e poder de Deus.