"Os querubins estenderão as suas asas por de cima cobrindo com as suas asas o propiciatório as faces deles uma defronte da outra as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório"
Textus Receptus
"E os querubins estenderão suas asas ao alto, cobrindo o propiciatório com suas asas, e suas faces olharão uma para a outra; para o propiciatório estarão voltadas as faces dos querubins."
Este versículo descreve a posição e o design dos querubins dourados sobre o propiciatório, cobrindo-o com suas asas e tendo suas faces voltadas para ele, indicando reverência e proteção divina.
Explicação Histórica
Os 'querubins' são seres angelicais associados à guarda da santidade divina e à adoração. O 'propiciatório' (hebraico kapporeth, do verbo kaphar 'cobrir, expiar') era a tampa da Arca da Aliança, o lugar da expiação onde o sangue era aspergido. Suas 'asas estendidas cobrindo' simbolizam proteção e adoração sobre o ponto de encontro de Deus, enquanto as 'faces voltadas' indicam foco reverente e contemplação da obra de propiciação e da presença divina.
Interpretação Doutrinária
Este texto ilustra a santidade de Deus e a reverência devida à Sua presença, simbolizada pelo propiciatório como o lugar da expiação (Romanos 3:25). Os querubins, seres celestiais, em sua postura de guarda e adoração, reafirmam a majestade divina e a seriedade do acesso a Deus, que é possível exclusivamente através do sacrifício perfeito de Cristo. A instrução divina detalhada para sua confecção reitera a infalibilidade da Palavra de Deus e a importância de seguir Seus preceitos para o culto e a aproximação.
Aplicação Prática
Somos chamados a abordar a Deus com reverência e santidade, compreendendo que o acesso à Sua presença hoje é possível pelo sangue de Jesus Cristo (Hebreus 10:19-22), o verdadeiro Propiciatório. Devemos buscar Sua face com adoração e obediência, lembrando-nos da seriedade da Sua santidade e do grande amor que nos concedeu a redenção.
Precauções de Leitura
É um erro interpretar os querubins como objetos de adoração ou como entidades a serem temidas por si mesmas. Eles são símbolos da glória e santidade de Deus, não divindades secundárias. O texto foca na soberania de Deus e no Seu plano de expiação, não na veneração de imagens.