Deus instrui Moisés a fazer dois querubins de ouro batido, colocando-os nas duas extremidades do propiciatório da Arca da Aliança.
Explicação Histórica
Os 'querubins' (do hebraico 'keruvim') são seres angelicais associados à guarda da santidade de Deus e à Sua presença (Gênesis 3:24, Ezequiel 10). A expressão 'ouro batido' (hebraico 'miqshah') indica que seriam moldados a partir de um único bloco de ouro, através de marteladas, simbolizando pureza e perfeição. O 'propiciatório' (hebraico 'kapporet') era a tampa da Arca, o lugar da expiação. As 'extremidades' referem-se às duas pontas laterais do propiciatório.
Interpretação Doutrinária
A presença dos querubins sobre o propiciatório simboliza a santidade e a majestade de Deus, guardando o local da Sua presença e da expiação. Este arranjo prefigura a Pessoa de Cristo, que é o verdadeiro Propiciatório (Romanos 3:25), através de Quem o homem tem acesso à misericórdia divina, validando a doutrina da salvação exclusiva por Ele e a necessidade de reverência perante a santidade de Deus.
Aplicação Prática
Para o cristão hoje, este ensinamento reforça a soberania, santidade e misericórdia de Deus. Devemos buscar a Sua presença com reverência, reconhecendo que em Cristo temos o acesso à graça e ao perdão, e somos chamados a viver em santificação pessoal como um reflexo de Sua glória.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar este versículo como uma autorização para a criação de imagens de culto. Os querubins eram elementos simbólicos da presença divina no Tabernáculo, não objetos de adoração, e o foco sempre foi na santidade de Deus e no ato expiatório.