"E se tirar o dente do seu servo ou o dente da sua serva o deixará ir forro pelo seu dente"
Textus Receptus
"E se ele atingir o dente de seu servo, ou o dente de sua serva, deixá-lo-á sair livre por causa do seu dente."
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Qtd. V.T.
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Texto Central
Este versículo estabelece que se um senhor causar a perda de um dente de seu servo ou serva, o servo deverá ser libertado como compensação por essa lesão.
Explicação Histórica
A expressão 'tirar o dente' indica uma lesão física infligida pelo senhor, seja por agressão ou negligência severa. 'Seu servo, ou o dente da sua serva' refere-se aos servos hebreus, que possuíam direitos distintos dos escravos estrangeiros. 'Deixará ir forro' significa 'libertá-lo', concedendo-lhe a alforria. O termo 'forro' denota um estado de liberdade da servidão, sendo esta a penalidade e a reparação pela injúria, 'pelo seu dente' denotando a causa direta da libertação.
Interpretação Doutrinária
Este mandamento reflete a santidade da vida e a dignidade humana, mesmo para aqueles em posição de servidão, uma doutrina fundamental da Palavra de Deus. Embora seja uma lei do Antigo Testamento, ela prefigura a justiça divina e a preocupação de Deus com os oprimidos, alinhando-se à teologia pentecostal clássica que enfatiza a retidão de Deus e o chamado à justiça. A libertação do servo ilustra a soberania de Deus sobre todas as relações humanas e a necessidade de equidade.
Aplicação Prática
O cristão deve tratar todas as pessoas, especialmente aqueles sob sua autoridade ou em posições de vulnerabilidade, com justiça, dignidade e respeito, reconhecendo que todos são criados à imagem de Deus. Devemos buscar a retidão em nossas interações e ser sensíveis às necessidades e direitos do próximo, evitando qualquer forma de abuso ou exploração, e estando dispostos a reparar danos causados.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar este versículo como uma lei literal aplicável diretamente às relações de trabalho modernas. Deve-se compreender seu princípio subjacente de justiça e proteção aos vulneráveis, e não como uma regra de 'olho por olho' aplicada a qualquer injúria, visto que aqui a compensação é a libertação, um valor que transcende o dano físico. Não se deve usá-lo para justificar a busca de vantagens indevidas a partir de pequenas falhas alheias.