"Nem o porco porque tem unhas fendidas mas não remói imundo vos será não comereis da carne destes e não tocareis no seu cadáver"
Textus Receptus
"E os porcos, porque seu casco é dividido, mas eles não remoem nem ruminam, são imundos para vós; não comereis a sua carne, nem tocareis em seus cadáveres. "
Este versículo especifica que o porco é considerado imundo para os israelitas, proibindo seu consumo e toque em seu cadáver. A justificativa dada é a sua natureza em não ruminar, apesar de ter o casco dividido.
Explicação Histórica
O hebraico para 'porco' é 'chazir' (חזיר). A proibição se baseia em duas características: ter 'cascos fendidos' ('parashah tselaot', פרסה צלע) mas não 'remexer' ou 'rumir' ('ma'aleh gerah', מעלה גרה). A lei mosaica estabelecia que para animais terrestres serem puros, deveriam possuir ambas as características. A natureza do porco, um animal que não rumina, era vista como um indicador de impureza para os israelitas.
Interpretação Doutrinária
Esta lei, dentro do contexto da Antiga Aliança, demonstra a santidade e a separação que Deus exigia de Israel. A impureza de certos animais servia como um símbolo e lembrete da necessidade de santidade moral e espiritual. Embora as leis cerimoniais, como as alimentares, não sejam mais compulsórias para os cristãos sob a Nova Aliança (Atos 10:15), o princípio de separação do pecado e da influência mundana permanece como um pilar da doutrina da santificação pessoal e da vida cristã separada.
Aplicação Prática
Ainda que as leis alimentares não se apliquem mais literalmente, o cristão é chamado a discernir e evitar aquilo que é espiritualmente impuro ou que o afasta de Deus. Devemos 'rumir' a Palavra de Deus e ter um 'casco fendido' que nos distingue do mundo, buscando uma vida santa e agradável ao Senhor.
Precauções de Leitura
É um erro comum aplicar esta lei alimentar literalmente aos cristãos hoje, ignorando a transição para a Nova Aliança e o ensino de que o que entra pela boca não contamina o homem (Marcos 7:18-19). Outro erro é usar a impureza dos animais para justificar julgamentos ou condenações sobre outras pessoas.