"E disse o Senhor a Moisés Não o temas porque eu to tenho dado na tua mão a ele e a todo o seu povo e à sua terra e far-lhe-ás como fizeste a Seom rei dos amorreus que habitava em Hesbom"
Textus Receptus
"E o SENHOR disse a Moisés: Não o temas, porque eu o entreguei na tua mão, a ele, e a todo o seu povo, e a sua terra, e farás a ele o que fizeste a Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom."
O Senhor assegura a Moisés que ele não deve temer o rei Ogue, pois Deus já lhe entregou o rei, seu povo e sua terra.
Explicação Histórica
A frase 'Não o temas' (hebraico: 'al-ti'ra') é uma ordem divina para dissipar qualquer medo ou apreensão. A expressão 'eu to tenho dado na tua mão' (hebraico: 'netatívo beyadeka') indica uma entrega soberana, significando que a vitória já estava garantida por Deus. A instrução 'far-lhe-ás como fizeste a Seom' (hebraico: 'ka'asher asita le'Se'on') estabelece um precedente, indicando que o mesmo juízo e conquista aplicados a Seom seriam aplicados a Ogue.
Interpretação Doutrinária
Este versículo reforça a doutrina da soberania absoluta de Deus sobre todas as nações e reis. Ele demonstra que a vitória de Israel não se devia à força humana, mas à intervenção divina. Corrobora a crença de que Deus cumpre Suas promessas e protege Seu povo, agindo com justiça contra aqueles que se opõem à Sua vontade. A obediência de Israel às ordens divinas, mesmo em guerra, reflete a necessidade de santidade e discernimento espiritual.
Aplicação Prática
Os cristãos não devem temer as adversidades ou os opositores, pois Deus está no controle e garante a vitória final aos que confiam Nele. Devemos aprender com a história bíblica e aplicar os princípios de obediência e fé em nossas lutas espirituais, confiando que Deus nos dará a força e a estratégia necessárias.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar a instrução de 'fazer como fez a Seom' de forma isolada, aplicando-a a contextos modernos sem considerar o propósito específico de juízo divino contra a idolatria e a hostilidade cananeia na época. A conquista de terras e o extermínio de povos foram atos específicos do plano de Deus para Israel em um contexto histórico e teológico particular, não um modelo para a ação militar ou social em geral.