A multidão, ao testemunhar a cura do paralítico, maravilhou-se e glorificou a Deus por ter concedido tal poder aos homens.
Explicação Histórica
O termo "isto" refere-se diretamente ao ato do paralítico de levantar-se e andar (Mateus 9:7). A palavra grega traduzida como "maravilhou-se" (ephobēthēsan) pode também significar "temeu", denotando um espanto reverente diante do poder divino. "Glorificou a Deus" indica o reconhecimento da fonte do poder. A expressão "tal poder aos homens" (exousian tois anthropois) reflete a percepção da multidão de que Deus manifestava Sua autoridade por meio de Jesus, um homem, e por extensão, através daqueles a quem Ele capacita.
Interpretação Doutrinária
Este texto consolida a doutrina da manifestação do poder de Deus através de Seus servos, destacando a autoridade de Jesus não apenas para curar enfermidades, mas primariamente para perdoar pecados (Mateus 9:6). A reação da multidão em glorificar a Deus reafirma a origem divina dos milagres. Para a teologia pentecostal, este evento ilustra a capacidade de Deus em operar prodígios e maravilhas, e a atualidade dos dons espirituais que capacitam homens e mulheres a manifestar Seu poder em serviço, sempre com a finalidade de glorificar a Deus e não o homem (Atos 1:8, Atos 2:4).
Aplicação Prática
O cristão é exortado a reconhecer e atribuir toda a glória a Deus diante das manifestações do Seu poder e autoridade, sejam elas em curas, libertações ou transformações de vida. Devemos buscar uma vida de santidade e consagração para que o poder de Deus possa se manifestar através de nós, sempre para a edificação e glorificação do Senhor.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar "poder aos homens" como uma autoridade intrínseca ou independente do homem. Este poder é sempre concedido por Deus, manifestado por Sua soberania e deve ter como único objetivo Sua glória, evitando a exaltação do instrumento humano. A cura física, embora maravilhosa, serve como sinal visível da maior obra de Cristo: a salvação e o perdão dos pecados.