Jesus prediz que haverá um tempo futuro de afastamento dEle, o 'esposo', de Seus discípulos, e nesse período, o jejum será uma prática apropriada para eles.
Explicação Histórica
A expressão 'dias virão' indica um evento futuro e certo. 'O esposo' (grego: nymphios) é uma autoidentificação de Jesus, simbolizando alegria e união. 'Lhes será tirado' (grego: aparthetēsetai) é um eufemismo que aponta para Sua morte, ascensão e consequente ausência física entre os discípulos. 'Jejuarão' (grego: nēsteusousin) refere-se à prática de abster-se de comida, associada ao luto, arrependimento, busca intensiva por Deus e intercessão, indicando uma mudança no status da relação discípulo-Mestre.
Interpretação Doutrinária
A profecia de Jesus sobre Sua partida ('o esposo lhes será tirado') refere-se à Sua crucificação, ressurreição e ascensão ao Pai, inaugurando o período da Igreja. Nesta era, embora não esteja fisicamente presente, Ele age espiritualmente (João 14:16-18). O jejum, conforme indicado por Cristo, é uma disciplina espiritual válida e necessária para o crente, servindo como meio de buscar a Deus com maior intensidade, expressar arrependimento, interceder e buscar a santificação e o poder do Espírito Santo (Atos 13:2-3).
Aplicação Prática
O crente é chamado a reconhecer a importância do jejum como uma disciplina espiritual voluntária e sincera. Devemos jejuar para buscar a face de Deus, interceder, arrepender-nos, buscar o batismo com o Espírito Santo, os dons espirituais e a santificação contínua, fortalecendo nossa comunhão com o Senhor e a vida espiritual.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar o jejum como uma obrigação legalista ou um meio para obter méritos ou salvação. O jejum, conforme ensinado por Jesus (Mateus 6:16-18), deve ser praticado em segredo, com motivação pura e direcionado a Deus, sem ostentação. É um meio para aprofundar a comunhão, não um fim em si mesmo, e deve ser acompanhado de oração e busca sincera.