A multidão que presenciou a crucificação de Jesus, ao ver o ocorrido, retornou para casa em profunda angústia, expressa por bater no peito.
Explicação Histórica
'Toda a multidão que se ajuntara a este espetáculo' refere-se aos numerosos espectadores presentes na crucificação. 'Vendo o que havia acontecido' alude não apenas à morte de Jesus, mas também aos eventos sobrenaturais que a precederam ou acompanharam, como as trevas. 'Voltava batendo nos peitos' é uma expressão idiomática comum no Oriente Próximo antigo para denotar profunda dor, luto, angústia e, em muitos casos, remorso ou arrependimento diante de uma calamidade ou culpa percebida.
Interpretação Doutrinária
A reação da multidão, embora não seja um arrependimento salvífico explícito, ilustra a gravidade e o impacto universal do sacrifício de Cristo. A manifestação de dor e remorso, mesmo por aqueles que não creram, aponta para a consciência humana do pecado e da necessidade de expiação. Do ponto de vista pentecostal, essa cena ressalta que o encontro com a cruz deve gerar um quebrantamento e um reconhecimento da obra redentora de Jesus, um primeiro passo necessário para a verdadeira conversão e busca pela santificação.
Aplicação Prática
O cristão é chamado a contemplar o sacrifício de Cristo com um coração quebrantado e contrito, reconhecendo a profundidade do amor divino e a gravidade do pecado. Este reconhecimento deve levar a uma vida de arrependimento contínuo, santificação e gratidão pela salvação oferecida em Jesus Cristo, buscando sempre a plenitude do Espírito Santo.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar o 'bater nos peitos' como um ato que por si só confere salvação ou perdão. Embora seja um sinal de angústia e, possivelmente, remorso, o texto não afirma a conversão ou fé da multidão. A salvação verdadeira requer fé pessoal em Jesus Cristo como Salvador e Senhor, acompanhada de arrependimento genuíno e uma mudança de vida, conforme ensinado na Palavra de Deus.