"E disse ele Rogo-te pois ó pai que o mandes a casa de meu pai"
Textus Receptus
"Então, ele disse: Eu suplico, pois, ó pai, que tu o envies à casa de meu pai;"
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Palavra
Qtd. V.T.
Qtd. N.T.
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Texto Central
O homem rico, em tormento no Hades, roga a Abraão que envie Lázaro à casa de seu pai, para advertir seus cinco irmãos vivos.
Explicação Histórica
A expressão 'Rogo-te pois, ó pai' indica uma súplica desesperada, direcionada a Abraão como patriarca, mas de um lugar de tormento. O pronome 'o' refere-se a Lázaro, e o pedido 'que o mandes a casa de meu pai' revela a preocupação do rico com sua família terrestre, sugerindo que ele reconhecia a necessidade de arrependimento e a gravidade de sua própria condição para seus parentes vivos.
Interpretação Doutrinária
Este versículo ilustra a realidade da existência consciente após a morte, com destinos eternos distintos e fixos: tormento para os que rejeitam a Deus e conforto para os justos. Ele reforça a doutrina pentecostal clássica da necessidade de arrependimento e aceitação da Palavra de Deus em vida, pois após a morte não há oportunidade de mudança, nem comunicação entre os vivos e os mortos para fins de salvação ou advertência.
Aplicação Prática
O versículo nos exorta à urgência de buscar a salvação em Cristo enquanto há tempo e de testemunhar aos nossos familiares e próximos sobre a importância da fé e do arrependimento, para que não venham a sofrer as consequências eternas da incredulidade, valorizando a oportunidade presente de transformação.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar este versículo como uma justificativa para a comunicação com os mortos ou para a crença em uma 'segunda chance' após a morte. A narrativa de Jesus nega explicitamente a eficácia de tais intervenções, afirmando que a Palavra de Deus já é suficiente para guiar os vivos (Lucas 16:29-31).