"Porque maior é a maldade da filha do meu povo do que o pecado de Sodoma a qual se subverteu como num momento sem que trabalhassem nela mãos algumas"
Textus Receptus
"Pois a punição da iniquidade da filha do meu povo é maior do que a punição do pecado de Sodoma, que foi destruída como em um momento, e nenhuma mão sobre ela permaneceu."
O profeta lamenta a extrema maldade e corrupção do povo de Judá, comparando-a à destruição de Sodoma.
Explicação Histórica
A expressão 'maldade da filha do meu povo' (ḥaṭṭā'ṯ bĕt-'ammî) refere-se à pecaminosidade coletiva de Judá. A comparação com Sodoma (Sĕdōm), cidade destruída por Deus por sua depravação (Gênesis 19), enfatiza a magnitude do pecado de Judá. A frase 'sem que trabalhassem nela algumas' (bĕli-ḵəp̄îm) sugere que a destruição de Sodoma foi súbita e obra divina direta, não resultado de esforço humano.
Interpretação Doutrinária
Este versículo reforça a doutrina bíblica da justiça e do juízo de Deus contra o pecado. A comparação com Sodoma, um exemplo clássico de punição divina, sublinha que a impiedade e a rebelião levam à condenação. Para a CCB, isso ressalta a necessidade do arrependimento e da santificação para escapar da ira divina, pois Deus não tolera a iniquidade.
Aplicação Prática
Devemos reconhecer a seriedade do pecado aos olhos de Deus e a necessidade de nos afastarmos de toda forma de maldade e corrupção. A disposição de Deus em julgar o pecado, exemplificada pela destruição de Sodoma e pela queda de Judá, nos chama ao arrependimento contínuo e à busca pela santidade.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar este versículo como uma relativização do pecado, sugerindo que a punição de Judá foi maior que a de Sodoma em si. O foco é a intensidade da corrupção de Judá, que provocou um juízo severo. Não deve ser usado para justificar o juízo sobre outros sem a devida consideração do contexto e da soberania divina.