Este versículo descreve a continuação do ministério de João Batista em Enom, junto a Salim, onde havia abundância de água, e onde muitas pessoas vinham para serem batizadas.
Explicação Histórica
A expressão 'João batizava também' (ὁ Ἰωάννης ἦν βαπτίζων) indica uma atividade contínua e paralela. A localização 'em Enom, junto a Salim' é mencionada com o motivo 'porque havia ali muitas águas' (ὅτι ὕδατα πολλὰ ἦν ἐκεῖ), enfatizando a necessidade prática de grande volume de água para o batismo por imersão. O verbo 'eram batizados' (ἐβαπτίζοντο), no imperfeito, denota uma ação repetida e contínua das pessoas que 'vinham ali' (ἤρχοντο).
Interpretação Doutrinária
Este versículo consolida a prática do batismo por imersão, fundamental na teologia pentecostal clássica, ao destacar a necessidade de 'muitas águas'. O batismo de João era de arrependimento (Marcos 1:4, Atos 19:4), preparando os corações para o Messias. Ele ilustra a obediência à ordenança do batismo como um ato público de fé e arrependimento, um precursor do batismo cristão que simboliza a morte, sepultamento e ressurreição com Cristo (Romanos 6:3-4).
Aplicação Prática
O cristão deve reconhecer a importância da obediência às ordenanças divinas, como o batismo nas águas. Assim como as pessoas vinham a João, hoje somos chamados a vir a Cristo em arrependimento e fé, testemunhando publicamente nossa nova vida através do batismo, que simboliza nossa identificação com Ele.
Precauções de Leitura
É crucial não confundir o batismo de João, que era de arrependimento e preparatório, com o batismo cristão em nome do Pai, Filho e Espírito Santo (Mateus 28:19), que é o batismo do novo concerto. Embora o método de imersão seja o mesmo, a substância teológica e a significância espiritual do batismo cristão são distintas, sendo um ato de obediência posterior à conversão e ao recebimento da salvação por Cristo.
Referências Citadas
Marcos 1:4, Atos 19:4, Romanos 6:3-4, Mateus 28:19