Lázaro, já ressuscitado, sai do sepulcro ainda envolto nas faixas funerárias, e Jesus instrui os presentes a removê-las para que ele esteja completamente livre.
Explicação Histórica
O "defunto saiu" aponta para uma ressurreição literal e física do corpo. As "mãos e os pés ligados com faixas" e o "rosto envolto num lenço" descrevem a condição de Lázaro conforme os ritos funerários judaicos, indicando que ele emergiu fisicamente como estava no túmulo. A ordem de Jesus, "Desligai-o, e deixai-o ir," é uma instrução para remover as restrições físicas que impediam a plena locomoção, simbolizando a total liberdade após a restauração da vida.
Interpretação Doutrinária
Este milagre reitera a doutrina de que Jesus é a "Ressurreição e a Vida" (João 11:25), evidenciando Seu poder divino sobre a morte física. Pentecostalmente, a ressurreição de Lázaro tipifica a salvação, onde o pecador, morto em seus delitos e pecados, é vivificado por Cristo. A ordem de "desligá-lo" representa a necessidade do crente, após a nova vida espiritual, de ser liberto das amarras do pecado e das antigas práticas mundanas, um processo de santificação contínua que o permite andar em plena liberdade em Cristo.
Aplicação Prática
Ao aceitar Jesus, o crente é espiritualmente ressuscitado para uma nova vida. Contudo, é fundamental permitir que o Espírito Santo e a comunhão dos irmãos o auxiliem a "desligar-se" das influências e hábitos pecaminosos do passado, buscando uma vida de santificação e plena liberdade em Cristo.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar a interpretação de que a libertação das "amarras" é primariamente um esforço humano; a ressurreição (salvação) é obra exclusiva de Cristo. A instrução "Desligai-o" refere-se à ajuda mútua prática na remoção de obstáculos para o recém-liberto, mas a verdadeira liberdade espiritual e o poder para vencer o pecado vêm de Jesus, não significando que a pessoa ainda esteja "presa" no sentido de não ser salva após a conversão, mas sim em um processo de libertação de velhos padrões.