"Agora pois que farás ó assolada ainda que te vistas de carmesim ainda que te adornes com enfeites de ouro ainda que te pintes em volta dos teus olhos com o antimônio debalde te farias bela os amantes te desprezam e procuram tirar-te a vida"
Textus Receptus
"E quando fores assolada, o que farás? Embora tu te vistas com carmesim, embora te adornes com ornamentos de ouro, embora cubras a tua face com pintura, em vão te farias bela. Teus amantes te desprezarão, eles buscarão a tua vida."
O profeta Jeremias expõe a futilidade dos esforços humanos em tentar remediar um juízo divino iminente através de aparências externas e alianças políticas.
Explicação Histórica
O termo 'assolada' refere-se a Jerusalém como uma mulher desolada e em desespero. O uso de 'carmesim', 'ouro' e 'antimônio' (cosmético para os olhos) são figuras de linguagem que representam os esforços vãos de uma nação em busca de atratividade política ou diplomática para evitar a ira de Deus que já foi decretada.
Interpretação Doutrinária
A doutrina da CCB enfatiza que a justiça de Deus não é corrompida por aparências ou ritos humanos. O texto demonstra que, sem o arrependimento sincero e o temor ao Senhor, qualquer adorno ou esforço próprio é inútil diante do juízo, reafirmando a necessidade absoluta da dependência total da soberania divina e não de alianças com o mundo.
Aplicação Prática
O fiel deve compreender que nenhuma aparência externa de piedade ou confiança em auxílios terrenos pode substituir uma vida de consagração e obediência à Palavra, pois Deus atenta para a sinceridade do coração e não para o ornamento externo.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar interpretar este texto como uma proibição absoluta do uso de vestes ou cosméticos, mas sim como uma lição sobre a futilidade de tentar ocultar a condição espiritual decadente através de artifícios humanos ou alianças com o sistema do mundo.