"Todavia ao Senhor agradou o moê-lo fazendo-o enfermar quando a sua alma se puser por expiação do pecado verá a sua posteridade prolongará os dias e o bom prazer do Senhor prosperará na sua mão"
Textus Receptus
"Contudo, agradou ao SENHOR feri-lo. Ele o submeteu a padecimento. Quando tu vieres a fazer da alma dele uma oferta pelo pecado, ele verá sua descendência; ele prolongará seus dias e a vontade do SENHOR prosperará nas mãos dele."
O Senhor determinou o sofrimento do Servo Sofredor como expiação pelo pecado, e como resultado, Ele verá a Sua posteridade e terá longa vida, com o propósito divino prosperando através Dele.
Explicação Histórica
O hebraico 'ratzah' (agradar, ter prazer) indica a aprovação e o plano soberano de Deus. 'Maa-kah' (moer, esmagar) descreve a intensidade do sofrimento. 'Haphar' (enfermar, afligir) aponta para a doença como parte dessa aflição. 'Asham' (culpa, expiação) significa que a vida do Servo seria oferecida como sacrifício pelo pecado. 'Zera' (descendência, posteridade) e 'yamim' (dias) apontam para a continuidade e longevidade. 'Tzaleach' (prosperar, ter sucesso) e 'chaphets' (prazer, deleite) indicam o êxito do plano de Deus.
Interpretação Doutrinária
Este versículo é central para a doutrina da expiação vicária. Ele ensina que o sofrimento e a morte do Servo (identificado pelos cristãos como Jesus Cristo) não foram acidentais, mas parte do plano soberano de Deus para prover perdão pelos pecados da humanidade. A ressurreição e a continuidade da obra de Cristo (Sua posteridade espiritual) demonstram o 'bom prazer' de Deus em Sua obra redentora, validando a salvação pela fé Nele.
Aplicação Prática
Devemos reconhecer o sacrifício de Cristo como o único meio de perdão e reconciliação com Deus. A compreensão deste plano divino nos chama a uma vida de gratidão, santificação e dedicação à propagação do Evangelho, participando assim da 'posteridade' e do 'bom prazer' do Senhor.
Precauções de Leitura
É um erro interpretar a 'posteridade' apenas como descendência biológica, ignorando o sentido espiritual da Igreja. Também é incorreto ver o sofrimento como algo que o homem pode realizar por si só para expiar pecados, pois a expiação é exclusiva da obra de Cristo. O versículo não sugere que Deus se deleita no sofrimento em si, mas no resultado redentor e na obediência do Servo.