"Então veio à porta que olhava para o caminho do oriente e subiu pelos seus degraus mediu o umbral da porta uma cana de largo e o outro umbral uma cana de largo"
Textus Receptus
"Então, ele veio ao portão que olhava em direção ao leste, e subiu suas escadas e mediu a soleira do portão, quetinha a largura de uma cana e a outra soleira doportãoque tinha a largura de uma cana."
Uma voz divina comissiona Ezequiel a medir a porta do templo que dá para o oriente, especificando suas dimensões.
Explicação Histórica
A expressão 'veio à porta que olhava para o caminho do oriente' (v. 6a) refere-se à entrada principal do átrio exterior do templo, voltada para o nascer do sol. A instrução 'subiu pelos seus degraus' (v. 6b) aponta para a ascensão cerimonial. A medição 'uma cana de largo' (v. 6c) utiliza a 'cana' (hebraico: 'qaneh'), uma vara de medição de aproximadamente 6 côvados (cerca de 3 metros), denotando precisão e padrão divino nas dimensões da casa de Deus.
Interpretação Doutrinária
Esta passagem sublinha a santidade e a ordem estabelecidas por Deus para Sua habitação. A medição exata do templo e suas portas reflete a perfeição divina e a necessidade de um acesso puro e ordenado à Sua presença, alinhando-se com a doutrina da santidade de Deus e a necessidade de santificação para Seu povo.
Aplicação Prática
Assim como o templo tinha dimensões divinamente ordenadas, a vida do cristão deve ser vivida segundo os preceitos de Deus, com santidade e ordem em nosso acesso e comunhão com Ele através de Jesus Cristo.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar as dimensões literais como um mapa arquitetônico para construção atual sem considerar o contexto profético e simbólico da visão. Não aplicar as medições diretamente a estruturas eclesiásticas humanas sem a devida compreensão espiritual.