"Portanto profetiza sobre a terra de Israel e dize aos montes e aos outeiros às correntes e aos vales Assim diz o Senhor Jeová Eis que falei no meu zelo e no meu furor porque levastes sobre vós o opróbrio dos gentios"
Textus Receptus
"Profetiza, portanto, sobre a terra de Israel, e dize aos montes e às colinas, aos rios e aos vales: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu falei no meu ciúme e na minha fúria, porque carregastes a vergonha dos pagãos;"
Deus ordena a Ezequiel que profetize contra Israel, declarando Seu zelo e furor por causa da vergonha que a nação sofreu de parte das nações pagãs.
Explicação Histórica
O Senhor ordena a Ezequiel (profetiza) que dirija sua mensagem (dize) à terra de Israel, personificada por seus elementos geográficos (montes, outeiros, correntes, vales). A razão do julgamento divino (zelo e furor) é a humilhação (opróbrio) que Israel sofreu das nações pagãs (gentios), indicando que sua desgraça era conhecida e motivo de zombaria entre os estrangeiros.
Interpretação Doutrinária
Este texto sublinha o caráter santo e zeloso de Deus. Seu zelo (qana') é Sua paixão pela Sua própria honra e santidade, que é ofendida pelo pecado e pela profanação de Seu nome, especialmente quando Sua nação eleita é humilhada perante os ímpios. O furor (charon) representa a justa ira de Deus contra a desobediência e a zombaria. Consolida a doutrina de que Deus não tolera a profanação de Seu nome e intervém em favor de Seu povo, não por mérito deste, mas por causa de Sua própria santidade.
Aplicação Prática
O crente deve entender que Deus é zeloso por Sua honra e não permitirá que Seu nome seja profanado impunemente. Devemos buscar a santificação e a fidelidade a Deus, para que não sejamos causa de opróbrio para o evangelho nem para a nação de Deus, a Igreja.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar o 'zelo' e o 'furor' de Deus como paixões humanas descontroladas, mas como Sua justa resposta à ofensa contra Sua santidade. O versículo não justifica a vingança humana, mas declara a soberana intervenção divina.