"Por boca de duas testemunhas ou três testemunhas será morto o que houver de morrer por boca duma só testemunha não morrerá"
Textus Receptus
"Pela boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, aquele que merecer a morte será morto; mas pela boca de uma única testemunha, ele não será morto. "
Este versículo estabelece a exigência de múltiplas testemunhas para a condenação à morte, garantindo que a punição capital só ocorresse com base em evidências robustas e confirmadas.
Explicação Histórica
A frase 'por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas' (em hebraico, 'al-pi <0x62F>I <0x62F>I,' <0x5E2><0x5E2>e, 'al-pi <0x5A8><0x5ED><0x5EB><0x5EB>' - 'al-pi shnayim 'edim, 'al-pi shlosha 'edim) enfatiza a indispensabilidade de corroboração. A lei mosaica exigia que a acusação fosse sustentada por pelo menos dois ou três testemunhos para que uma pena de morte pudesse ser executada, prevenindo condenações baseadas em testemunhos isolados ou duvidosos.
Interpretação Doutrinária
Este princípio legal reflete a justiça e a retidão de Deus, que não age levianamente. Na teologia bíblica, a confirmação por testemunhas múltiplas prefigura a necessidade de testemunho fidedigno e a importância da verdade estabelecida. A confirmação do evangelho por múltiplos apóstolos e testemunhas (Atos 1:8, 1 Pedro 5:1) ecoa este princípio de validação.
Aplicação Prática
Os cristãos devem buscar a verdade e a justiça em seus relacionamentos e em suas comunidades, baseando suas conclusões e julgamentos em evidências claras e testemunhos confiáveis, evitando fofocas e acusações infundadas.
Precauções de Leitura
Este versículo refere-se estritamente à lei civil mosaica para o antigo Israel e não deve ser aplicado literalmente aos procedimentos judiciais modernos ou eclesiásticos, embora o princípio subjacente de justiça e necessidade de testemunho confiável permaneça.