"Não seja aos teus olhos coisa dura quando o despedires forro de ti pois seis anos te serviu em dobro do salário do jornaleiro assim o Senhor teu Deus te abençoará em tudo o que fizeres"
Textus Receptus
"Não te parecerá duro quando o enviares livre para longe de ti; pois ele trabalhou para ti como um servo que ganharia o dobro, e te serviu durante seis anos; e o SENHOR teu Deus te abençoará, em tudo o que fizeres."
A liberalidade no perdão de dívidas e na libertação de servos, após o período estipulado, é um ato justo que Deus abençoará.
Explicação Histórica
A expressão 'coisa dura' (em hebraico, 'qasheh') refere-se a algo pesado, difícil ou relutante de se fazer. 'Despedires forro de ti' significa libertar o servo de sua obrigação de serviço. A menção de 'dobro do salário do jornaleiro' (em hebraico, 'shtayim kəmul șəḵār ʿēḇeḏ') sublinha a generosidade esperada, que vai além do estritamente necessário, como uma recompensa pelo serviço prestado.
Interpretação Doutrinária
Este versículo demonstra o princípio bíblico de justiça e liberalidade, que reflete o caráter de Deus. A prontidão em perdoar e libertar, mesmo com um custo adicional, é um eco da misericórdia e redenção oferecidas por Deus em Cristo aos pecadores. A promessa de bênção divina (Deuteronômio 15:18b) reitera que a obediência aos preceitos divinos, que incluem a compaixão e a justiça, atrai o favor de Deus.
Aplicação Prática
Devemos ser generosos e justos em nossos relacionamentos, tanto no âmbito pessoal quanto profissional, cumprindo nossas promessas e não agindo com dureza ou avareza ao dispensar obrigações ou ao libertar aqueles que nos servem.
Precauções de Leitura
Não se deve isolar esta passagem para justificar libertações financeiras indiscriminadas sem considerar o contexto de relacionamento mestre-servo e as leis específicas do Antigo Testamento. A promessa de bênção está condicionada à obediência e a um coração generoso, não a um cálculo de recompensa material.