O versículo destaca que a Lei de Moisés era amplamente conhecida, sendo pregada e lida nas sinagogas em todas as cidades desde os tempos antigos.
Explicação Histórica
A expressão 'Moisés' é uma metonímia para a Lei Mosaica. 'Desde os tempos antigos' (archaios chronōn) denota a tradição estabelecida. 'Tem em cada cidade quem o pregue' (kath' hekastēn polin tous kēryssontas auton) indica a presença de mestres e o ensino oral da Lei. 'Cada sábado é lido nas sinagogas' (katà sabbaton anaginōsketai) refere-se à leitura pública e sistemática da Torá e Profetas durante o serviço sabático judaico, assegurando o conhecimento difundido da Lei.
Interpretação Doutrinária
Este texto consolida a doutrina da importância da Palavra de Deus acessível e ensinada. Para a fé pentecostal, a Bíblia é a infalível Palavra, e sua exposição contínua (como a leitura sabática) é vital para a instrução e a santificação. Embora a Lei Mosaica não vincule a salvação dos gentios, seus preceitos morais, conhecidos universalmente pelos judeus, servem de base para a ética cristã e a manutenção da boa convivência e pureza da igreja, conforme o Espírito Santo guia os crentes.
Aplicação Prática
O crente é exortado a buscar o conhecimento contínuo da Palavra de Deus através da leitura pessoal e da instrução congregacional. A exemplo da Lei divulgada, os princípios de santificação e boa convivência devem nortear a conduta do cristão, visando a unidade do Corpo de Cristo e um testemunho eficaz no mundo.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar este versículo como uma revalidação da obrigatoriedade da Lei Mosaica para a salvação ou santificação dos crentes gentios. O texto apenas constata o conhecimento da Lei como pano de fundo cultural e moral para as recomendações do Concílio, não impondo seus rituais, mas sim princípios de convivência e pureza que, sob a graça, continuam válidos.