"Ou sobre ela fizer cair alguma pedra sem o ver de que possa morrer e ela morrer e ele não era seu inimigo nem procurava o seu mal"
Textus Receptus
"ou se lançar alguma pedra sobre algum homem, sem vê-lo, de modo que possa morrer, e morra, não sendo ele seu inimigo, nem buscando o seu mal, "
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Texto Central
Este versículo descreve uma situação de morte acidental e não intencional, distinguindo-a de um homicídio.
Explicação Histórica
O hebraico descreve um 'pedra de mão' (אֶבֶן מַשָּׂא, 'even massa'), indicando uma pedra que pode ser levantada ou usada. A expressão 'sem o ver' (בִּלְתִּי־שָׁם־רֹאֶה, 'bilti-sham-ro'eh') enfatiza a ausência de intenção ou previsão. A frase 'nem procurava o seu mal' (וְלֹא־שָׂנֵא הָיָה לוֹ מִתְּמֹל, 've'lo-saneh hayah lo mit'mol') reforça a falta de malícia ou hostilidade prévia contra a vítima.
Interpretação Doutrinária
Este versículo exemplifica a justiça divina que distingue entre intenção e acidente. Ele reflete a necessidade de um sistema legal justo e a misericórdia que deve ser estendida em casos de fatalidades não intencionais, um princípio que se alinha com a compreensão da graça e da justiça de Deus no plano da salvação.
Aplicação Prática
Devemos agir com cautela e responsabilidade em todas as nossas ações, evitando negligência que possa causar dano a outrem. Ao mesmo tempo, reconhecemos a importância do perdão e da compreensão nas relações humanas quando ocorrem erros ou acidentes.
Precauções de Leitura
Não isolar este versículo do contexto das leis sobre cidades de refúgio e a distinção entre homicídio e morte acidental. Evitar aplicar a ideia de 'acidente' para justificar negligência grave ou pecados não confessados.