"E quando te vimos estrangeiro e te hospedamos ou nu e te vestimos"
Textus Receptus
"E quando nós te vimos estrangeiro, e te acolhemos? Ou despido, e te vestimos?"
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Texto Central
O versículo apresenta a surpresa dos justos ao questionarem o Rei sobre quando O viram em necessidade como estrangeiro ou nu, e o socorreram com hospitalidade e vestuário.
Explicação Histórica
'E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos?' refere-se à condição de alguém sem lar ou terra, necessitando de acolhimento e abrigo. 'Ou nu, e te vestimos?' descreve a carência de vestimentas adequadas e a subsequente provisão de roupas. As perguntas são retóricas, expressando a genuína perplexidade dos justos, que não reconheceram estar servindo a Cristo diretamente, mas sim ao próximo em necessidade.
Interpretação Doutrinária
A interpretação pentecostal clássica enfatiza que a fé genuína se manifesta em obras de amor e serviço prático ao próximo. Este texto ilustra que as ações de misericórdia e caridade para com os necessitados são vistas por Cristo como se fossem realizadas diretamente a Ele (Mateus 25:40). Isso consolida a doutrina da santificação progressiva, onde o crente, guiado pelo Espírito, demonstra o fruto da salvação através do amor ativo e da compaixão, confirmando a verdade de sua fé.
Aplicação Prática
O crente é chamado a praticar a hospitalidade, a generosidade e o amor ao próximo, especialmente aos mais vulneráveis e necessitados. Ações de caridade e apoio a estrangeiros, pobres ou desamparados são um serviço direto a Jesus Cristo, refletindo a essência do discipulado e a vivência da fé operosa pelo amor.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar este versículo como um meio de salvação pelas obras, pois a salvação é pela graça mediante a fé em Cristo (Efésios 2:8-9). As obras de misericórdia são o *fruto* e a *evidência* da fé salvadora, e não a causa. Evite isolar o texto para justificar uma fé meramente social, negligenciando a mensagem de arrependimento e a busca pelos dons espirituais.