"Portanto o que jurar pelo altar jura por ele e por tudo o que sobre ele está"
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"Portanto, o que jurar pelo altar, jura por ele, e por todas as coisas sobre ele."
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Texto Central
Jesus adverte que jurar pelo altar implica jurar também por tudo o que nele é oferecido, refutando a casuística dos fariseus sobre a validade dos juramentos. Ele demonstra a indivisibilidade da sacralidade entre o altar e os dons que sobre ele se encontram.
Explicação Histórica
O termo "Portanto" (οὖν) serve como uma conclusão ou reafirmação da lógica apresentada nos versículos precedentes (Mateus 23:16-19). "Jurar pelo altar" (ὁ ὀμόσας ἐν τῷ θυσιαστηρίῳ) significa invocar o altar como testemunha ou garantia de uma afirmação ou promessa. Jesus corrige a distinção farisaica, afirmando que quem jura pelo altar automaticamente "jura por ele e por tudo o que sobre ele está" (ὀμνύει ἐν αὐτῷ καὶ ἐν πᾶσι τοῖς ἐπάνω αὐτοῦ). "Tudo o que sobre ele está" refere-se explicitamente aos sacrifícios e ofertas apresentados a Deus, enfatizando que o altar santifica o dom (Mateus 23:19) e, portanto, a validade do juramento não pode ser separada das ofertas que nele residem.
Interpretação Doutrinária
Este ensino consolida a doutrina da integridade e sinceridade na fé e na conduta cristã. Na perspectiva pentecostal clássica, enfatiza-se a necessidade de um coração sincero e de uma vida que reflita a verdade de Cristo, condenando a hipocrisia religiosa e a tentativa de manipular os princípios divinos. A validade e seriedade de qualquer compromisso ou juramento, especialmente aqueles que invocam o sagrado, devem ser totais e indivisíveis, refletindo a santidade de Deus e a reverência devida às Suas coisas. Deus não se agrada de religiosidade externa desprovida de verdade interior.
Aplicação Prática
O crente é chamado a viver com integridade e veracidade em todas as suas palavras e ações. Deve-se ter consciência de que qualquer compromisso ou afirmação feita invocando o nome de Deus ou elementos sagrados possui um peso espiritual profundo, exigindo total sinceridade e fidelidade. A vida cristã deve ser um testemunho constante de retidão, sem duplicidade ou casuística, em busca da santificação pessoal.
Precauções de Leitura
É crucial não isolar este versículo do seu contexto maior, que é a condenação da hipocrisia farisaica, para criar novas regras sobre juramentos. O ponto de Jesus não é detalhar a permissibilidade de juramentos, mas sim desmascarar a cegueira espiritual e a desonestidade daqueles que tentavam relativizar a verdade e a santidade. Não se deve usar para justificar juramentos triviais ou como base para uma casuística complexa sobre o que é ou não vinculativo. Outras passagens bíblicas (como Tiago 5:12) também abordam a questão dos juramentos.