"Mas qualquer que escandalizar um destes pequeninos que creem em mim melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha e se submergisse na profundeza do mar"
Textus Receptus
"Mas, quem ofender um destes pequeninos que creem em mim, seria melhor para ele que pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e que se afogasse no fundo do mar."
Jesus adverte severamente sobre as consequências para quem causar a queda ou escândalo de um crente humilde.
Explicação Histórica
A palavra 'escandalizar' (grego *skandalizo*) significa fazer alguém tropeçar, pecar ou abandonar a fé. 'Pequeninos, que creem em mim' refere-se não apenas a crianças literais, mas também a crentes recém-convertidos, simples ou humildes na fé. 'Mó de azenha' (grego *mylos onikos*) designa uma grande pedra de moinho, usualmente movida por um animal, sendo extremamente pesada. A imagem de 'submergisse na profundeza do mar' é uma hipérbole que ilustra um destino terrível e irreversível, uma punição extrema na antiguidade para crimes graves, enfatizando a severidade do juízo divino.
Interpretação Doutrinária
Este texto reforça a alta estima de Deus por cada um de Seus filhos, especialmente os mais vulneráveis na fé. A doutrina pentecostal/CCB enfatiza a santidade e a responsabilidade dos crentes maduros em proteger e edificar os 'pequeninos' na fé, evitando qualquer conduta que possa levá-los ao pecado ou ao desvio. A advertência de Jesus sublinha a justiça divina e o cuidado de Deus pelos que creem n'Ele, mostrando que o ato de escandalizar um crente é uma ofensa grave aos olhos do Senhor.
Aplicação Prática
O crente deve examinar continuamente suas palavras e ações para garantir que não se torne uma pedra de tropeço para outrem, especialmente para os novos na fé ou para aqueles de menor entendimento espiritual. É imperativo cultivar a humildade, o amor fraternal e o cuidado mútuo, zelando pelo bem-estar espiritual de todos na congregação, conforme a exortação à santificação e ao amor cristão.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar a 'mó de azenha' e o 'submergir no mar' de forma literal como uma instrução para ação humana, mas sim como uma figura de linguagem que expressa a severidade do juízo divino. Também se deve evitar limitar o significado de 'pequeninos' apenas a crianças literais, compreendendo que abrange todos os crentes simples e humildes, suscetíveis a serem desviados em sua fé. Não se deve usar este versículo para justificar vingança pessoal ou condenação precipitada.