"Pegarão nas serpentes e se beberem alguma coisa mortífera não lhes fará dano algum e porão as mãos sobre os enfermos e os curarão"
Textus Receptus
"pegarão em serpentes; e se eles beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano; e eles imporão as suas mãos sobre os enfermos, e eles serão curados."
Este versículo descreve promessas de proteção divina contra perigos físicos e o poder de curar enfermos concedidos aos crentes.
Explicação Histórica
As expressões 'pegarão nas serpentes' e 'se beberem alguma coisa mortífera' indicam uma proteção sobrenatural contra perigos mortais. O verbo 'pegarão' (aoristo indicativo) e 'beberem' (subjuntivo) sugerem a capacidade e a possibilidade desses eventos. A frase 'não lhes fará dano algum' (futuro indicativo) enfatiza a garantia divina de imunidade. 'Porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão' (futuro indicativo) descreve a autoridade e o poder concedidos aos crentes para operar curas divinas por meio de um ato físico de fé.
Interpretação Doutrinária
Segundo a doutrina pentecostal clássica, este versículo afirma a continuidade dos dons espirituais e do poder divino para operar sinais e maravilhas através dos crentes. Ele consolida a crença na provisão de Deus para a cura divina e a proteção sobrenatural como manifestações da presença e do poder do Espírito Santo na vida da Igreja. Tais sinais autenticam a pregação do Evangelho, demonstrando que Deus ainda opera milagres hoje, conforme a Sua soberana vontade.
Aplicação Prática
O cristão deve crer na atualidade do poder de Deus e buscar com fé as manifestações do Espírito Santo, incluindo a cura divina e a proteção em circunstâncias adversas. Isso implica confiar na promessa de Jesus ao ministrar aos enfermos com oração e imposição de mãos, e em depender da guarda divina em situações de perigo, sem, contudo, buscar imprudentemente a exposição a riscos (Mateus 4:7).
Precauções de Leitura
É crucial evitar a interpretação de que este versículo incentiva a prática imprudente de manipular serpentes venenosas ou ingerir substâncias tóxicas para provar a fé. O texto não ordena tais atos, mas descreve uma proteção sobrenatural em situações inesperadas ou ministeriais, como visto em Atos 28:3-6. Tentar a Deus deliberadamente com esses atos seria uma distorção do propósito divino dos sinais.