"E tornou a enviar-lhes outro servo e eles apedrejando-o o feriram na cabeça e o mandaram embora tendo-o afrontado"
Textus Receptus
"E mais uma vez, ele enviou outro servo; e eles, apedrejando-o, feriram-no na cabeça, e o mandaram embora, completamente envergonhado."
72%
Dicionário
Sem referências para este versículo
Palavra
Qtd. V.T.
Qtd. N.T.
Pesquisar
Preparando estudo
Texto Central
O versículo descreve a contínua e intensificada rejeição e violência dos lavradores contra mais um servo enviado pelo proprietário da vinha.
Explicação Histórica
A expressão 'outro servo' demonstra a paciência do proprietário em suas tentativas de comunicação. As ações 'apedrejando-o, o feriram na cabeça, e o mandaram embora, tendo-o afrontado' indicam uma escalada na brutalidade e desrespeito dos lavradores. 'Apedrejando' (lit. atirando pedras) e 'feriram na cabeça' denotam violência grave e tentativa de causar dano sério, enquanto 'afrontado' sublinha a humilhação e o desprezo deliberados.
Interpretação Doutrinária
Este episódio da parábola simboliza a longanimidade de Deus ao longo da história, que enviou repetidamente Seus profetas (os servos) ao Seu povo (Israel, os lavradores) para chamar ao arrependimento. A rejeição violenta dos servos prefigura a persistente incredulidade e a rejeição dos mensageiros divinos, culminando na crucificação de Cristo, o Filho unigênito, reforçando a soberania de Deus e a responsabilidade humana diante de Sua palavra.
Aplicação Prática
O cristão deve atentar para a seriedade de ouvir e obedecer à voz de Deus, manifesta em Sua Palavra e através de Seus servos. Não se deve endurecer o coração diante das advertências divinas, mas buscar a santificação e a submissão à vontade de Deus, reconhecendo a paciência de Deus, mas também as consequências da desobediência contumaz.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este versículo isoladamente como uma justificação para o sofrimento arbitrário. Ele deve ser entendido dentro do contexto da parábola de Marcos 12:1-12, que culmina com o envio e a rejeição do Filho, e não dissociado da mensagem de salvação e redenção. Evite usá-lo para inferir que Deus deseja o sofrimento de Seus servos, mas sim para ilustrar a teimosia humana e o plano redentor de Deus.