Este versículo inicia a lista dos doze apóstolos escolhidos por Jesus, nomeando os primeiros seis discípulos, incluindo Simão, a quem Jesus deu o nome de Pedro.
Explicação Histórica
A expressão 'Simão, ao qual também chamou Pedro' é significativa. 'Pedro' é a transliteração grega de 'Cefas' (aramaico), significando 'rocha' ou 'pedra', um nome simbólico dado por Jesus que apontava para o futuro papel de Simão na fundação e liderança da igreja primitiva. Os nomes listados, André, Tiago, João, Filipe e Bartolomeu, representam indivíduos específicos, alguns dos quais já haviam sido chamados anteriormente para o discipulado, mas que agora recebem um comissionamento apostólico mais elevado.
Interpretação Doutrinária
A escolha destes homens por Jesus, precedida de oração, demonstra a soberania divina na seleção para o ministério. O ato de Jesus em dar um novo nome a Simão, chamando-o Pedro, ilustra a transformação e o propósito específico que Deus confere aos Seus chamados. Esta seleção estabelece o fundamento do ministério apostólico, que é a base para a autoridade e a pregação do Evangelho, reverberando na crença pentecostal sobre o chamamento divino para o serviço e a atuação dos dons espirituais na igreja.
Aplicação Prática
O cristão deve reconhecer que o chamado para o serviço a Deus é precedido por uma preparação espiritual, evidenciada pela oração de Jesus, e exige obediência e dedicação. Assim como Pedro e os outros apóstolos foram escolhidos, cada crente é chamado a um propósito, seja no ministério ou no testemunho diário, buscando sempre a orientação divina.
Precauções de Leitura
É importante não isolar a lista de nomes do propósito maior da eleição divina. Não se deve inferir que o valor de um indivíduo para Deus está ligado à sua proeminência na lista ou que este versículo confere uma primazia hierárquica a Pedro de forma isolada do corpo apostólico. A ênfase é na chamada e comissionamento divinos para a obra.