Jesus afirma que o casamento é uma prática característica da vida na presente era, respondendo a uma questão sobre a ressurreição.
Explicação Histórica
A expressão "filhos deste mundo" (huios tou aiōnos toutou) designa os seres humanos que vivem na presente era, marcada pela mortalidade e pelas instituições sociais. "Casam-se, e dão-se em casamento" (gamōsin kai gamiskontai) descreve a ação de contrair matrimônio e de conceder em matrimônio, práticas essenciais para a perpetuação da humanidade e a organização social na terra.
Interpretação Doutrinária
Este versículo, ao descrever o casamento como uma instituição da presente era, estabelece um contraste com a vida na ressurreição, onde as necessidades e arranjos terrenos serão transformados (Lucas 20:35-36). Ele ilustra a doutrina pentecostal da transitoriedade das coisas terrenas e a superioridade da esperança eterna, afirmando que, embora o casamento seja uma bênção e ordenança para esta vida (Gênesis 2:24), suas finalidades são temporais e não se estendem à plena comunhão celestial.
Aplicação Prática
O cristão deve viver com uma perspectiva eterna, compreendendo que as instituições e relações terrenas, incluindo o casamento, são importantes para esta vida, mas sua finalidade última aponta para a glória de Deus. Devemos buscar a santificação e a comunhão com Cristo acima de todas as coisas, cientes da realidade transformadora da ressurreição.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este versículo como uma desvalorização do casamento ou uma sugestão de que ele não possui valor espiritual. Jesus não está condenando a união matrimonial, mas sim explicando sua natureza e propósito específicos para a vida na terra, em contraste com a condição dos ressuscitados. A compreensão plena exige a leitura dos versículos adjacentes (Lucas 20:35-36).