O amigo deve demonstrar compaixão ao aflito, mesmo que este tenha se desviado do temor a Deus.
Explicação Histórica
A frase 'Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão' (hebraico: 'al-rozeh lo-yachmal re'ehu') expressa um dever de solidariedade e piedade para com alguém em sofrimento. A expressão 'ainda ao que deixasse o temor do Todo-poderoso' (hebraico: 'gam me'im shôdê' shadday') indica que essa compaixão é devida mesmo quando a pessoa em aflição demonstra uma atitude de abandono ou irreverência para com Deus, sugerindo que a compaixão não deve ser condicionada à retidão percebida do sofredor.
Interpretação Doutrinária
Este versículo reforça a doutrina bíblica da compaixão e da misericórdia, pilares do caráter de Deus e que devem ser refletidos em Seus filhos. Ele ensina que a graça divina e o amor ao próximo se estendem mesmo àqueles que parecem ter se afastado de Deus, o que se alinha com a necessidade de arrependimento e a esperança de restauração para todos os pecadores, conforme ensina o evangelho de Jesus Cristo.
Aplicação Prática
Devemos cultivar um espírito de compaixão para com todos que sofrem, independentemente de suas circunstâncias ou aparente estado espiritual, lembrando que Deus estende Sua misericórdia a nós mesmos.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar este versículo como uma justificativa para a complacência com o pecado ou para o abandono da santificação. A compaixão não exclui a admoestação ou a exortação ao arrependimento, mas deve ser o princípio motivador.