"Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo gozo"
Textus Receptus
"Porém, sejais felizes e regozijai-vos para sempre naquilo que eu crio. Porquanto, eis que eu crio para Jerusalém um júbilo, e para o seu povo, uma alegria."
Deus promete alegria e regozijo perpétuos para Jerusalém e seu povo, decorrentes da Sua criação e obra redentora.
Explicação Histórica
O hebraico 'folgareis' (ָשַׂשְׂתֶּם, sasstem) e 'exultareis' (גִּיל, gil) descrevem uma alegria intensa e transbordante. 'Perpetuamente' (לְעוֹלָם, le'olam) indica duração eterna. 'o que eu crio' (מַעֲשַׂי, ma'asai) refere-se às obras criadoras e redentoras de Deus, que serão a fonte dessa alegria. 'alegria' (שִׂמְחָה, simchah) e 'gozo' (ָצָה, otzah, ou mais provavelmente, תּוּגָה, tugah, lamento, ou um erro de digitação em algumas traduções para gozo, 'chetzah' ou 'golah' não são comuns neste contexto para gozo, sendo mais provável que se refira à Freude, ou uma derivação de 'alegria') referem-se a estados de contentamento e felicidade.
Interpretação Doutrinária
Este texto sustenta a doutrina da soberania de Deus na restauração e redenção de Seu povo, culminando na promessa de um estado eterno de bem-aventurança no novo céu e na nova terra. A alegria não é meramente circunstancial, mas uma dádiva divina oriunda da obra de Deus, refletindo a plenitude da salvação em Cristo e a promessa da Sua volta para consumar todas as coisas.
Aplicação Prática
Os crentes devem encontrar sua alegria e esperança na obra consumada de Cristo e na promessa do Seu retorno, buscando viver em constante regozijo pela salvação e pela certeza das novas realidades celestiais que Deus prepara para os Seus.
Precauções de Leitura
Evitar a interpretação literalista de 'Jerusalém' como apenas a cidade terrena, negligenciando o sentido escatológico de um novo lar celestial. Não dissociar a alegria da criação e redenção divina da necessidade contínua de santidade e obediência.