"Portanto assim diz o Senhor que remiu a Abraão acerca da casa de Jacó Jacó não será agora envergonhado nem agora se descorará a sua face"
Textus Receptus
"Portanto, assim diz o SENHOR, que redimiu Abraão, no tocante à casa de Jacó: Agora Jacó não será envergonhado, nem a sua face agora tornar-se-á pálida."
O Senhor assegura que Jacó (representando o povo de Israel) não mais sofrerá a vergonha e o abatimento por causa do seu juízo, pois Ele, o Redentor, intervirá.
Explicação Histórica
O termo 'remir' (ga'al em hebraico) carrega a ideia de redenção, resgate, especialmente um parente próximo que tem o direito de resgatar. Deus se apresenta como o 'Remidor' de Abraão, lembrando Sua aliança com o patriarca. 'Jacó' é usado metaforicamente para o povo de Israel. 'Envergonhado' (bush em hebraico) e 'descorar a face' (yawar pânim em hebraico) descrevem a profunda humilhação e o desânimo resultantes do julgamento divino e do opróbrio.
Interpretação Doutrinária
Este versículo reafirma a fidelidade de Deus à Sua aliança e o conceito de redenção divina. Ele demonstra que, apesar do juízo pelo pecado, Deus, em Sua misericórdia, provê o livramento e a restauração, assegurando a salvação para aqueles que Nele confiam. A intervenção divina para remover a vergonha do Seu povo aponta para a obra redentora final em Cristo, que nos livra da vergonha do pecado.
Aplicação Prática
Os crentes, mesmo diante de falhas e correções divinas, podem ter a certeza de que Deus, como nosso Redentor, não nos deixará na vergonha eterna. Devemos nos apegar à aliança estabelecida em Cristo, confiando em Sua redenção para obter perdão, restauração e a esperança que nos livra do desânimo diante das adversidades ou do juízo.
Precauções de Leitura
Não isolar esta promessa de livramento do contexto de juízo que a precede e de arrependimento que deve acompanhá-la. A redenção mencionada aqui, embora antecipe a obra de Cristo, é aplicada ao povo de Israel no Antigo Testamento, e sua aplicação plena é realizada através da fé em Jesus Cristo.