Deus promete estar com a boca de Moisés e Arão, capacitando-os a falar Suas palavras e os ensinando sobre o que fazer.
Explicação Histórica
A expressão "porás as palavras na sua boca" indica que Moisés, sob inspiração divina, transmitiria a Arão o que Deus queria que fosse dito. A frase "eu serei com a tua boca, e com a sua boca" enfatiza a presença ativa e sobrenatural de Deus, capacitando a comunicação de ambos, superando qualquer limitação humana. O termo "ensinando-vos o que haveis de fazer" aponta para uma orientação divina contínua e prática, não apenas no falar, mas também nas ações necessárias para cumprir a missão.
Interpretação Doutrinária
Este texto ilustra a provisão e capacitação divina para o serviço. Consolida a doutrina de que Deus, em Sua soberania, escolhe e habilita Seus servos para cumprir Seus propósitos, mesmo diante das fraquezas humanas. A promessa de que Deus estaria "com a boca" de ambos e "ensinando" reflete a crença pentecostal na atualidade da assistência divina, da inspiração e da revelação do Espírito Santo para a pregação da Palavra e a condução da obra de Deus, evidenciando o poder sobrenatural em ação para guiar e manifestar a vontade divina.
Aplicação Prática
O cristão deve confiar que Deus capacita aqueles a quem chama para o Seu serviço, fornecendo a sabedoria e as palavras necessárias. É um encorajamento para não se intimidar pelas próprias limitações, mas buscar a orientação divina e a dependência do Espírito Santo para cumprir o propósito de Deus em sua vida, seja no testemunho ou no ministério específico.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar a interpretação de que a capacitação divina anula a responsabilidade pessoal. Embora Deus capacite, a obediência e a busca pela Sua direção são essenciais. Não se deve presumir a autoridade de falar em nome de Deus sem uma clara vocação e dependência do Espírito Santo, nem interpretar este versículo como uma justificativa para o despreparo na comunicação da Palavra de Deus.