Deus ordena a Moisés a construção de um altar específico, feito de madeira de acácia, para a queima de incenso aromático no Tabernáculo.
Explicação Histórica
A expressão "E FARÁS" (וְעָשִׂיתָ - ve'asita) é um imperativo divino direcionado a Moisés, sublinhando a origem e autoridade da ordem. "Um altar para queimar o incenso" (מִזְבַּח קְטֹרֶת - mizbe'ach qetoret) distingue este altar do altar de holocaustos (Êxodo 27:1-8); sua função era exclusivamente para a queima de um incenso especial (Êxodo 30:34-38), não para sacrifícios animais. A "madeira de cetim" (עֲצֵי שִׁטִּים - atsei shittim) refere-se à madeira de acácia, abundante no deserto, conhecida por sua durabilidade e resistência, simbolizando a permanência e a santidade do objeto.
Interpretação Doutrinária
A ordem divina para a construção do altar do incenso destaca a relevância da adoração e da oração na comunhão com Deus. Conforme a doutrina pentecostal, o incenso subindo simboliza as orações dos santos que chegam à presença de Deus (Apocalipse 5:8, 8:3-4). A obediência meticulosa aos detalhes divinos na construção do Tabernáculo e seus utensílios reforça a santidade do serviço a Deus e a necessidade de seguir Seus preceitos, refletindo a busca pela santificação pessoal e a reverência devida ao Criador.
Aplicação Prática
O altar do incenso nos exorta a cultivar uma vida de oração e intercessão constante, pois as nossas orações são como um perfume agradável ao Senhor. Devemos buscar uma vida de consagração e obediência à Palavra de Deus, para que nossa adoração seja aceitável e sincera diante d'Ele, reconhecendo que Cristo é nosso mediador e Sumo Sacerdote.
Precauções de Leitura
É crucial não confundir o propósito deste altar com o altar de holocaustos; este era exclusivo para incenso. Deve-se evitar qualquer interpretação que promova rituais vazios ou que substitua a oração fervorosa e sincera do coração por atos meramente externos, ou ainda que legitime práticas místicas desassociadas da Palavra e da intercessão em Cristo.