"Este criara a Hadassa (que é Ester filha do seu tio) porque não tinha pai nem mãe e era moça bela de parecer e formosa à vista e morrendo seu pai e sua mãe Mardoqueu a tomara por sua filha"
Textus Receptus
"E ele trouxe Hadassa, isto é, Ester, a filha do seu tio; pois ela não tinha nem pai nem mãe, e a criada era formosa e bela; e morrendo seu pai e sua mãe, Mardoqueu tomou por sua própria filha."
Mardoqueu adotou e criou sua prima órfã Hadassa, também conhecida como Ester, destacando sua notável beleza física.
Explicação Histórica
O nome 'Hadassa' é hebraico (significando 'murta'), enquanto 'Ester' é seu nome persa (possivelmente relacionado a 'estrela'). Ela era 'filha do seu tio', indicando que Mardoqueu era seu primo-irmão e guardião legal. A condição 'não tinha pai nem mãe' e 'morrendo seu pai e sua mãe, Mardoqueu a tomara por sua filha' enfatiza sua orfandade e a responsabilidade de Mardoqueu em sua criação. A descrição 'bela de parecer, e formosa à vista' sublinha sua beleza excepcional, um critério importante na seleção da rainha.
Interpretação Doutrinária
A vida de Ester ilustra a providência divina, onde Deus, em Sua soberania, cuida dos órfãos e prepara indivíduos para Seus propósitos. A ação de Mardoqueu em adotar Ester reflete o cuidado e a responsabilidade cristã pelos necessitados, e a beleza de Ester, embora natural, tornou-se um instrumento divino para posicioná-la no palácio real, consolidando a verdade de que Deus usa circunstâncias e atributos para cumprir Seus planos, preparando o caminho para a manifestação de Sua glória.
Aplicação Prática
O crente deve confiar na providência de Deus, que opera em todas as circunstâncias, inclusive nas adversidades, para cumprir Seus desígnios. É um chamado à responsabilidade de cuidar do próximo, especialmente dos órfãos e desamparados, reconhecendo que cada vida tem um propósito divino e que a preparação para o serviço a Deus pode ocorrer em contextos inesperados.
Precauções de Leitura
É importante não interpretar este versículo como uma valorização primária da beleza física em detrimento do caráter ou da espiritualidade. A beleza de Ester foi um fator que Deus utilizou em Sua soberania, mas a ênfase maior deve ser na providência divina e no propósito para o qual ela foi elevada, evitando a glorificação de atributos externos ou a instrumentalização da fé para ganhos mundanos.