"E depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras e da nossa grande culpa ainda assim tu ó nosso Deus estorvaste que fôssemos destruídos por causa da nossa iniquidade e ainda nos deste livramento como este"
Textus Receptus
"E depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras, e por causa da nossa grande transgressão, vendo que tu, nosso Deus, tens-nos castigado menos do que merecem as nossas iniquidades, e tens-nos concedido tamanho livramento como este; "
Os israelitas confessam sua culpa e reconhecem que, apesar de seus pecados, Deus os poupou da destruição e lhes concedeu livramento.
Explicação Histórica
A frase 'tudo o que nos tem sucedido' refere-se às consequências negativas que o povo sofreu devido à sua desobediência. 'Nossa grande culpa' (hebraico: 'ashmah gedolah') indica a gravidade da transgressão e o senso de responsabilidade. 'Estorvaste que fôssemos destruídos' (hebraico: 'tsarot etsarta') sugere que Deus, em Sua misericórdia, conteve o juízo. 'Livramento como este' (hebraico: 'teshu'ah ka'zo') aponta para um livramento específico e notável, provavelmente o retorno do exílio.
Interpretação Doutrinária
Este texto exalta a soberania e a misericórdia de Deus, mesmo diante da iniquidade humana. Ele demonstra que a salvação não se baseia no mérito do homem, mas na graça divina e na fidelidade de Deus às Suas promessas. O livramento concedido reforça a doutrina da eleição e do plano redentor de Deus, que se manifesta mesmo quando Seu povo falha.
Aplicação Prática
Devemos reconhecer nossos próprios pecados e culpas, confessá-los a Deus e aceitar a correção que Ele nos envia. Ao mesmo tempo, devemos confiar na misericórdia de Deus, que, mesmo em Sua justiça, sempre oferece perdão e livramento através de Jesus Cristo para aqueles que se arrependem.
Precauções de Leitura
Evitar interpretar este versículo como um sinal de que Deus ignora o pecado. A confissão e o livramento mostram a necessidade de arrependimento e a consequência contínua do pecado, mesmo quando a misericórdia prevalece. Não deve ser usado para justificar a desobediência contínua.