"Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus não farás nenhuma obra nele nem tu nem teu filho nem tua filha nem o teu servo nem a tua serva nem o teu boi nem o teu jumento nem animal algum teu nem o estrangeiro que está dentro de tuas portas para que o teu servo e a tua serva descansem como tu"
Textus Receptus
"Mas o sétimo dia é o dia do shabat do SENHOR teu Deus; nele não farás nenhum trabalho, tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem os teus bois, ou os teus jumentos, nem algum dos teus animais, nem o estrangeiro que estiver dentro de tuas portas; para que o teu servo e a tua serva possam descansar como tu. "
O sétimo dia é um sábado dedicado ao Senhor, no qual ninguém, nem mesmo os servos ou animais, deve realizar trabalho, permitindo o descanso.
Explicação Histórica
O termo 'sábado' (em hebraico, 'shabbath') significa 'descanso' ou 'cessação'. O mandamento é para cessar todo o trabalho servil ('melakha') no sétimo dia. A lista de pessoas e animais, incluindo o 'estrangeiro que está dentro de tuas portas', demonstra a abrangência do mandamento, protegendo tanto a santidade do dia quanto o direito ao descanso para todos sob a autoridade do cabeça de família ou da nação.
Interpretação Doutrinária
Este versículo fundamenta a doutrina da santidade do dia de sábado como um dia de descanso ordenado por Deus, como memorial da criação e da redenção. Ele reflete a necessidade de obediência aos mandamentos divinos como expressão de fé e gratidão a Deus. A inclusão do estrangeiro demonstra o caráter universal da lei moral de Deus e a compaixão que deve permear a sociedade.
Aplicação Prática
O cristão deve santificar o dia do Senhor (domingo, no Novo Testamento, em memória da ressurreição de Cristo) como um dia de descanso do trabalho secular, dedicação à adoração e comunhão com Deus e com os irmãos, e cuidado com os necessitados. Devemos buscar honrar a Deus em todas as nossas práticas, incluindo o uso do nosso tempo.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este mandamento como uma mera tradição judaica sem aplicação espiritual, nem como uma desculpa para ociosidade indevida. A observância do sábado no Novo Testamento deve ser compreendida à luz do sacrifício de Cristo, que cumpriu a lei, e o foco transferido para o domingo como o dia do Senhor, sem, contudo, diminuir a importância do descanso e da adoração a Deus.