A noiva anseia pela presença e intimidade do amado, pedindo que ele venha rapidamente e se assemelhe a animais ágeis em um ambiente perfumado.
Explicação Histórica
A expressão 'Vem depressa' (hebraico: 'Huri', imperativo) denota urgência e desejo. 'Amado meu' (hebraico: 'Dodi') é um termo de afeto íntimo. A comparação com o 'gamo' (hebraico: 'ayyal') ou 'filho dos veados' (hebraico: 'benayot') evoca agilidade, graça e a capacidade de se mover livremente em terrenos difíceis ('montes dos aromas' - hebraico: 'harey merwá'), que simbolizam um ambiente agradável e santo.
Interpretação Doutrinária
Este versículo ilustra o anseio da alma pelo Salvador, que é o Amado por excelência para o crente. A busca pela semelhança com Cristo, expressa pela agilidade e pureza dos animais mencionados, é um reflexo da santificação e do desejo de viver uma vida agradável a Deus, em comunhão com Ele. A menção aos 'montes dos aromas' pode representar a fragrância do evangelho e a comunhão dos santos.
Aplicação Prática
Os crentes devem cultivar um anseio profundo pela presença de Jesus em suas vidas, buscando-O com diligência e urgência. Devemos nos esforçar para viver de maneira ágil na obediência, fugindo do pecado e aproximando-nos de Deus em um ambiente de adoração e santidade, onde a fragrância de Cristo é percebida.
Precauções de Leitura
Evitar uma interpretação excessivamente literal ou puramente romântica, ignorando o sentido espiritual e eclesiástico. Não isolar este versículo do restante do Cântico, que fala do amor entre Cristo e a Igreja, nem das demais escrituras sobre a busca por santidade e comunhão com Deus.