"E lançando o prumo acharam vinte braças e passando um pouco mais adiante tornando a lançar o prumo acharam quinze braças"
Textus Receptus
"e sondando a profundidade, acharam vinte braças; passando um pouco mais adiante, voltando a lançar a sonda acharam quinze braças. "
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Qtd. V.T.
Qtd. N.T.
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Texto Central
Em meio a uma tempestade, a tripulação do navio mede repetidamente a profundidade da água, observando uma diminuição progressiva da profundidade.
Explicação Histórica
'Lançando o prumo' refere-se ao ato de usar uma linha com peso (chumbo) para medir a profundidade da água. 'Braça' era uma unidade de medida de profundidade, equivalente a aproximadamente 1,83 metros (6 pés). A diminuição de 'vinte braças' (cerca de 36,6m) para 'quinze braças' (cerca de 27,45m) indica que o navio estava entrando em águas mais rasas, sinalizando a proximidade da costa e o perigo iminente de encalhar.
Interpretação Doutrinária
Este evento ilustra a coexistência da providência divina com a diligência humana. Embora Paulo tivesse recebido a promessa de que ninguém pereceria (Atos 27:22-25), os marinheiros ainda empregavam seus conhecimentos e habilidades para navegar na crise. Isso demonstra que a fé na soberania de Deus não anula a responsabilidade humana de agir com sabedoria e prudência, consolidando a doutrina de que Deus opera através de meios naturais e sobrenaturais.
Aplicação Prática
O cristão é chamado a exercer discernimento, sabedoria e diligência em suas ações e decisões diárias, mesmo quando confia plenamente nas promessas e na providência de Deus. A fé não é passividade, mas uma confiança ativa que busca a orientação divina e age com prudência em todas as circunstâncias.
Precauções de Leitura
Deve-se evitar isolar este versículo como uma justificativa para a autoconfiança humana acima da dependência de Deus. Da mesma forma, não se deve minimizar a ação humana como irrelevante diante da soberania divina, pois a narrativa mostra que Deus muitas vezes opera através da obediência e do esforço humano.