Após escaparem da perseguição em Icônio, Paulo e Barnabé viajaram para Listra e Derbe, onde imediatamente retomaram a proclamação das Boas Novas de Jesus Cristo.
Explicação Histórica
A expressão 'E ali' refere-se especificamente às cidades de Listra e Derbe, localizadas na região da Licaônia, mencionadas no versículo anterior (Atos 14:6). O verbo 'pregavam' deriva do grego *euangelizomai* (εὐαγγελίζομαι), que significa 'anunciar boas novas', 'proclamar o evangelho', denotando uma atividade contínua e intencional. 'O Evangelho' é a mensagem central da salvação pela fé em Jesus Cristo, sua morte, ressurreição e a necessidade de arrependimento.
Interpretação Doutrinária
A ação persistente de Paulo e Barnabé em pregar o Evangelho, mesmo diante da perseguição, ilustra a centralidade da evangelização na doutrina pentecostal. Conforme os Pontos de Doutrina da CCB, a salvação é exclusivamente pela graça mediante a fé em Cristo, e essa mensagem deve ser proclamada universalmente para que haja arrependimento e conversão. A obra missionária e a proclamação das Boas Novas são um mandamento divino, capacitado pelo Espírito Santo, visando a edificação da Igreja e a salvação das almas.
Aplicação Prática
O exemplo de Paulo e Barnabé nos exorta a não nos acovardarmos diante das adversidades, mas a perseverar na missão de testemunhar a nossa fé e proclamar as Boas Novas de Jesus Cristo. Cada cristão é chamado a ser um portador do Evangelho, buscando oportunidades para convidar outros ao arrependimento e à salvação, demonstrando a inabalável fidelidade ao chamado divino.
Precauções de Leitura
É crucial não interpretar este versículo isoladamente como um endosso à imprudência ou à exposição desnecessária ao perigo. A fuga de Paulo e Barnabé (Atos 14:6) foi uma ação prudente e guiada pelo Espírito Santo para preservar suas vidas e continuar a obra. A pregação do Evangelho deve ser feita com fervor, mas também com sabedoria, discernimento e em oração, evitando o fanatismo ou a negligência da segurança.