Paulo e Barnabé estabeleceram anciãos em cada igreja local recém-fundada, por consentimento mútuo, e os consagraram ao Senhor com oração e jejum.
Explicação Histórica
A expressão 'eleito anciãos' (grego 'cheirotonēsantes presbyterous') indica o ato de designar ou constituir líderes maduros. Embora 'cheirotoneō' possa ter um sentido de eleição por voto levantando as mãos, no contexto eclesiástico primitivo e com a adição de 'comum consentimento' na tradução, sugere uma nomeação que envolvia tanto a autoridade apostólica quanto a aceitação da congregação. 'Anciãos' (presbyterous) refere-se a homens de maturidade espiritual designados para pastorear e supervisionar a igreja. 'Orando com jejuns' enfatiza a seriedade espiritual e a dependência divina no processo de consagração e investidura desses líderes. 'Os encomendaram ao Senhor' significa que os líderes foram entregues ao cuidado e à proteção de Deus, reconhecendo Sua soberania sobre a Igreja.
Interpretação Doutrinária
Este versículo ilustra a importância do estabelecimento de uma liderança espiritual estruturada (anciãos) na igreja local, essencial para a continuidade da fé e do ensino, conforme a doutrina pentecostal. A prática de 'orando com jejuns' ao consagrar líderes reforça a crença na busca pela direção do Espírito Santo em todas as decisões da igreja, especialmente na escolha e investidura de ministros. A confiança no 'Senhor em quem haviam crido' sublinha a salvação pela fé em Cristo e a necessidade de que os líderes sejam crentes genuínos e espiritualmente maduros, dedicados ao serviço de Deus.
Aplicação Prática
Os crentes devem reconhecer e orar por seus líderes espirituais, que são estabelecidos para cuidar da congregação. A nomeação de ministros deve ser um ato solene, permeado por oração e jejum, buscando sempre a vontade de Deus para o governo e edificação da Igreja. Os que aspiram à liderança devem buscar maturidade espiritual e um compromisso inabalável com o Senhor.
Precauções de Leitura
É importante não interpretar 'comum consentimento' como uma eleição puramente democrática, mas como uma nomeação apostólica validada pela congregação sob a direção divina. O papel do ancião deve ser visto como serviço e pastoreio, não como domínio, e as qualificações para tal ofício devem ser consideradas (1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9).