"Quem é injusto faça injustiça ainda e quem está sujo suje-se ainda e quem é justo faça justiça ainda e quem é santo seja santificado ainda"
Textus Receptus
"Aquele que é injusto, continue sendo injusto; e aquele que é impuro, continue sendo impuro; e aquele que é justo, continue sendo justo; e aquele que é santo, continue sendo santo."
O versículo declara que, em um tempo futuro e definitivo, as escolhas morais e espirituais dos indivíduos serão finalizadas, com cada um permanecendo em seu estado de justiça ou injustiça.
Explicação Histórica
As frases 'faça injustiça ainda', 'suje-se ainda', 'faça justiça ainda' e 'seja santificado ainda' empregam imperativos no grego (adikēsatō, rupanthētō, dikaiōthētō, hagiasthētō), mas não como um comando. Em vez disso, funcionam como declarações proféticas que indicam a irreversibilidade e a fixação do estado espiritual e moral de cada indivíduo no advento do dia final. 'Injusto' (adikos) e 'sujo' (ruparos) referem-se à depravação moral, enquanto 'justo' (dikaios) e 'santo' (hagios) denotam retidão e consagração a Deus.
Interpretação Doutrinária
A doutrina pentecostal/CCB interpreta este versículo como um reforço da seriedade da salvação e da santificação. Ele enfatiza a urgência da decisão por Cristo, o arrependimento genuíno e a busca contínua pela santidade, pois haverá um ponto onde as obras e o estado do coração serão irrevogavelmente fixados diante de Deus. Não há mais oportunidade de mudança após esse tempo determinado, sublinhando a importância da vida presente para a eternidade.
Aplicação Prática
Este versículo nos exorta a examinar nossa conduta e a nos esforçar diligentemente em viver uma vida de retidão e santidade, através da graça e do poder do Espírito Santo. É um chamado para buscar a Jesus Cristo para perdão e justificação e para perseverar na fé, sabendo que as escolhas de hoje determinarão nosso estado eterno.
Precauções de Leitura
Não se deve interpretar este versículo como um determinismo divino que anula o livre-arbítrio ou como uma permissão para permanecer no pecado ou na justiça. A declaração não é um mandamento, mas uma constatação profética do fechamento da porta da oportunidade de arrependimento, destacando a irrevogabilidade do estado espiritual no tempo do fim. Ignorar o chamado bíblico ao arrependimento e à santidade é um erro grave de interpretação.